A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 31/05/2022

Na obra “A república”, o filósofo Platão idealiza uma sociedade capaz de alcançar a perfeição, desde que a saúde e a razão sejam os pilares essenciais. No entanto, ao presenciar a importância das unidades básicas de saúde no Brasil, compreende-se que essa concepção ainda não é uma realidade, visto que o cidadão brasileiro mantém uma postura passiva e inerte. Nesta lógica, isso se dá, principalmente, em virtude do baixo investimento Estatal - o qual promove um serviço precário oferecido para a população.

Nesse contexto, o baixo investimento do Estado simboliza um problema estrutural e atemporal, à medida que não cumpre com o direito estabelecido pela Constituição Federal, que assegura uma saúde de qualidade a todos. Nesse sentido, segundo a “atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão George Simmel - o sujeito passa a agir com indiferença em meio às situações em que deveria dar atenção. Nesse raciocínio, entende-se que, ao analisar a permanência deste entrave, o ser humano é inclinado a adotar essa “atitude”, tornando-se passivo e inerte à problemática.

À vista disso, é fundamental destacar o serviço precário fornecido como um seguimento da parcimônia do Ministério da Saúde, dado que é o responsável pela administração e manutenção da saúde pública no país. Para tanto, conforme o filósofo Rousseau: “o homem é produto do meio onde vive, da sociedade e da educação”. Partindo desse pressuposto, ao presenciar a importância das unidades básicas de saúde, entende-se que o cidadão brasileiro, inserido em um cenário que negligencia a problemática e permite sua continuidade, tende a perpetuar essa conduta e, sobretudo, enxergar esse panorama como irrelevante.

Constata-se, portanto, necessário atenuar o quadro vigente. Para que isso aconteça, o Estado - principal responsável pela harmonia social -, deve destinar mais investimento para a saúde. Tal medida será cumprida e efetivada por meio da construção de mais unidades básicas de saúde, compra de equipamentos e remédios, com o intuito de diminuir a superlotação e fornecer um atendimento de qualidade. Dessa maneira, o direito à saúde será uma realidade no Brasil.