A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 12/07/2022
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: a Constituição Federal, pilar do ordenamento jurídico do país, cujo conteúdo garante o direito à saúde e à cidadania. Entretanto, embora exista a rede pública, com destaque para as unidades básicas de saúde (UBS), o sucateamento da sua infraestrutura impede que parcela dos cidadãos viva a realidade idealizada pela Carta Magna. Com efeito, deve-se combater a corrupção e incentivar o devido gerenciamento.
De início, as unidades básicas de saúde são as responsáveis por viabilizar o acesso à saúde. Sob essa perspectiva, ser cidadão é poder gozar plenamente de seus direitos e exercer seus deveres, como explica Thomas Marshall - expoente sociólogo britânico. Nesse viés, atos corruptos que provém de anseios particulares contrastam com os interesses públicos, de modo a prejudicar ainda mais a parcela fragilizada da sociedade a qual depende, sobretudo, do atendimento nas UBS. Logo, é contraditório que, mesmo sendo nação pós-moderna, o egoísmo e a ganância sejam realidade no Brasil.
Outrossim, a perpetuação dos atos corruptos representa obstáculo para o efetivo gerenciamento do sistema de saúde pública. Nesse sentido, Sergio Buarque de Holanda, em sua obra “Raízes do Brasil”, disserta sobre a incapacidade histórica do brasileiro de separar o interesse público da vida particular. Posto isso, a descontrução da cultura da corrupção é imperiosa, pois essa desfavorece os usuários das UBS. Portanto, não é razoável que esse cenário permaneça em um país que almeja tornar-se nação desenvolvida.
Destarte, conclui-se que as unidades básicas de saúde devem ser mais valorizadas. Diante disso, cabe às prefeituras municipais aprimorar a gestão dos recursos destinados às UBS, por meio de fiscalizações mensais da aplicação da verba. Essa iniciativa poderia se chamar “Mais Saúde” e teria a finalidade de coibir as ações corruptas, garantindo a qualidade do serviço e o pleno acesso aos direitos constitucionais. Desse modo, a realidade prevista na Constituição Cidadã deixará de ser, enfim, uma utopia.