A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 29/07/2022
A Constituição de 1988 assegura os direitos básicos dos cidadãos, entre eles, o acesso à saúde e ao bem estar de qualidade da população. Entretanto, percebe-se que essa norma jurídica não é concretizada na contempoaneidade, já que, de acordo com dados da Agência Brasil, 90% dos brasileiros possuem alguma dificuldade de terem acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Nesse contexto, cabe ressaltar as principais causas que tornam o SUS - um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo- um sistema tão vago em questão de gestão e administração governamental. Dentre as causas, pode-se citar como vilãs: a falta de recurso financeiro, à falta de médicos e por fim, a dificuldade de agendamentos de consultas e cirurgias devido à alta demanda. Fatores esses que demonstram o quanto o SUS não vem sendo levado como prioridade na questão financeira do governo, e nem mesmo visto com seriedade no quesito de atender e salvar milhares de vidas todos os anos.
Outrossim, segundo IBGE, mais de 150 milhões de pessoas dependem do SUS e das UBS (unidades básicas de saúde). Todavia, apesar de todo brasileiro ter o direito à saúde, nem todos têm as mesmas condições de acesso aos serviços prestados, por isso da dificuldade da população em conseguir fazer agendamentos ou até mesmo de serem atendidos, como é o caso de pessoas que não conseguem sair de suas casas para irem as UBS por terem um peso alto ou até mesmo possuirem doenças crônicas. Desse modo, apesar de constar na Constituição Brasileira que é dever do Estado prestar e servir um atendimento de saúde de boa qualidade, na prática, pouco se vê o nível de relevância dessa lei, e essa ação prejudica milhares de brasileiros, principalmente os que dependem exclusivamente dos serviços públicos de saúde.
Diante dos fatos mencionados, é mister que o Estado - com o dever de garantir saúde e bem-estar da população- tenha a função de conseguir verba para usar no investimento de funcionários, médicos domésticos, gestão administrativa e na estrutura das UBS e SUS, por meio de levantamento de projetos financeiros com o Governo, a fim de melhorar a questão socioeconômica que vem se tornando um problema muito complexo de ser resolvido.