A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 19/07/2022

A Constituição Brasileira de 1988 prevê a todos o direito ao acesso à saúde, que pode ser gratuito quando oferecido pelo Sistema Único de Saúde, através das Unidades Básicas de Saúde. Todavia, nem todos os cidadãos gozam de tal direito, uma vez que a desigualdade social e a indiligência do governo representam desafios nessa realidade.

Primeiramente, ressalta-se a segregação social entre a população - denunciada por Sérgio Buarque de Holanda no livro “Raízes do Brasil”. De acordo com pesquisas do IBGE (Índice Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 28% dos brasileiros têm condições de pagarem por planos de saúde, enquanto os mais de 70% restantes dependem de atendimentos gratuitos por meio do SUS. Consequentemente, com essa dependência, é clara a importância das UBS, que segundo profissionais do programa Mais Médicos é a porta de entrada do sistema supracitado.

Ademais, a displicência governamental para com a saúde pública representa outro desafios. Conforme a “Teoria da Percepção Coletiva”, de Émile Durkheim, o fato social se divide em normal e patológico. Nesse sentido, o Estado está em âmbito patológico, em crise, já que falta em destinar verbas para a compra de medicamentos e para reformas e manutenções de postos de saúde, não oferecendo perspectiva igualitária a todos, como consta na constituição.

Portanto, é imprescindível que o poder público crie políticas públicas que diminuam a desigualdade na qualidade dos serviços ofertados nas diferentes esferas da saúde, oferecendo cursos capacitantes aos profissionais de todas as àreas, e assim proporcionando o mesmo atendimento em locais públicos e privados. Além disso, deve também aplicar verbas nas UBS, para que toda a população tenha oportunidades iguais. Só assim a previsão da constituição se concretizará.