A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 31/07/2022

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, todos os indivíduos têm o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação as unidades de saúde no Brasil ainda impedem que certa parcela da população desfrute de seus direitos na prática, devido não só a falta de informação, mas também à ineficiência do Estado.

Em primeiro plano, evidencia-se que a falta de informações não contribui para exaltar as unidades básicas de saúde, haja vista que os cidadãos brasileiros não apresentam conhecido adequado sobre cada função das unidades básicas de saúde (UBS) e consequentemente acabam por sobrecarregarem os hospitais. Segundo Luiz Paulo Rosa, médico de família e comunidade, a população acredita no conceito de que o hospital é o local certo para qualquer condição de saúde, no entanto, esse conceito está incorreto. Diante de tal contexto, nota-se que por desinformação da população torna ainda mais difícil o acesso aos hospitais, tendo em vista que casos mais leves poderiam ser facilmente resolvidos em uma UBS.

Além disso, à ineficiência do Estado, também é determinante para permanência da problemática, haja vista que o Sistema Único de Saúde (SUS), se encontra em precárias condições de uso. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), mais de 70% da população brasileira usa o SUS quando precisam de algum atendimento médico. Nesse sentido, é notório perceber o descaso do governo brasileiro, haja vista o tamanho da importância do SUS para seus cidadãos e, mesmo assim se encontra em precárias condições, portanto, é evidente que medidas são necessárias para resolução desse quadro.

Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos que impedem a construção de um mundo melhor. Desse modo, urge que o governo, em parceria com os Ministérios da Educação e Saúde, financie e desenvolva projetos educacionais nas escolas e praças públicas, por meio de professores e médicos, com o objetivo de ensinar a população sobre a importância das unidades básicas de saúde e a função de cada uma e, consequentemente reduzir a quantidade de atendimentos primários nos hospitais e evitar que sobrecarregue o sistema de saúde.