A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 10/08/2022

No artigo 6 da constituição de 1988, garante a todo indivíduo o direito a saúde. A partir dessa perspectiva, é notável que esse direito não tem se perdurado na realidade contemporânea brasileira. Visto que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 30 milhões de brasileiros não possuem acesso a nenhum serviço público de saúde. Torna-se essencial analisar a causa desse revés.

A princípio, vale destacar o descaso governamental. Visto que vivemos a abaixo da constituição, onde nos é garantido, assim como outros, o direito a saúde básica. Nessa ótica se torna visível uma violação no ‘‘Contrato Social’’ proposto pelo filósofo Jhon Locke, já que o estado não cumpre com eficiência seu papel em garantir que os cidadãos disfrutem de um direito tão importante como acesso a unidades básicas de saúde, que infelizmente é evidente no país.

Outrossim, a ineficiência do estado chama a atenção para projetos de privatização em unidades básicas. Segundo dados do IBGE menos de 30% dos residentes do país possuem plano de saúde, ou seja, a outra parcela da população, que é a maioria, só terá acesso a saúde através do SUS (Sistema Único de Saúde). Privatização essa que se entrar em vigor pode causar ainda mais desigualdade a acesso de unidades básicas, indo contra o conceito das ‘‘Cidadanias Mutiladas’’ do geógrafo brasileiro Milton Santos, que explica que a democracia só é efetiva quando atinge a totalidade dos corpos sociais.

Portanto, são necessárias medidas para amenizar esse problema. Cabe ao governo federal, por meio do corpo legislativo, criarem projetos e leis de maiores investimentos e administração das unidades básicas de saúde, esperando que assim esses locais sejam suficientes para suprir a necessidade de saúde para população, e que alcance a todo corpo social brasileiro.