A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 17/08/2022
“O importante da vida não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, ainda na Grécia Antiga, é a qualidade de vida, e não a simples existência, o que deve ser valorizado. Mais de dois mil anos depois, “viver bem” ainda se mostra uma difícil tarefa aos usuários que dependem da Unidade Básica de Saúde (UBS) no Brasil, haja vista os baixos índices de brasileiros que possuem planos de saúde. Assim, é necessária a discussão acerca dos desdobramentos estatais e sociais.
Ademais, é importante destacar a negligência do governo, com insuficientes ações conscientizadoras e de ajuda na realidade de parte da população ao acesso aos serviços de saúde. De acordo com Thomas Jefferson – terceiro presidente dos Estados –, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração, visto que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que, infelizmente, é evidente no país.
Por outro lado, é fulcral salientar a culpa de parte da população à degradante situação dos brasileiros vinculados aos SUS. A “Atitude Blasé” – termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel –, ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. E essa atitude pode ser aplicada a situação de sobrecarregamento no SUS, já que sete em cada dez brasileiros são sujeitos exclusivamente ao SUS, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de especialistas, promova palestras e discussões acerca do tema – o qual irá abordar, questões sobre os serviços oferecidos pela UBS –, a fim de reeducar a todos e diminuir o agravamento dentro das UBS. Deste modo, espera-se os indivíduos em questão consigam um atendimento igualitário, para que possam, finalmente, “viver bem”.