A importância das unidades básicas de saúde no Brasil

Enviada em 08/11/2022

No período da Grécia antiga, Hipócrates, o pai da medicina, ao fazer seu famoso juramento bradou “curar algumas vezes, aliviar frequentemente, consolar sempre”. Contudo, nos tempos atuais no Brasil, a saúde tem sido negligenciada em sua base, sendo ileal ao juramento de Hipócrates. Isto é, uma falta de foco de esforços e verbas em unidades básicas de tratamento, ou na geral ineficácia do sistema público com uma grande demanda e baixa mão-de-obra são empecílios no que tange o ambiente hospitalar público brasileiro.

Diante desse cenário, a baixa mão-de-obra mostra-se um complexo dificultador ante à problemática. Aliás, as unidades básicas de saúde pública no país até conseguem atender a população por conta da sua localização geográfica ser posicionada proximo aos locais de maior trânsito dos indivíduos. Porém, poucos trabalhadores especializados costumam frequentar as unidades por muito tempo. Isto é, o piso salarial para um médico em unidade pública é inferior ao de um colega de trabalho em setores privados. Por exemplo, nos Estados Unidos apenas há o setor privado de hospitais, gerando mais oportunidades de empregos aos profissionais da área, fazendo, assim, com que os recém-formados procurem uma área privada para uma carreira mais estável do que o setor público. Dessa forma, torna-se necessário um estímulo para que o trabalhador prefira as unidades provenientes do Estado.

Além disso, a falta de foco e verbas nas UBS torna-se um viés ante a resolução da questão. Ou seja, a PEC 381 que impõe um teto de gastos sobre os investimentos do Estado tem afetado profundamente as unidades. Por isso, fazendo com que falte, por exemplo, seringas, soros e medicamentos. Portanto, é necessário uma mudança economica no Estado para a melhora das verbas e do foco nas UBS.

Logo, uma intervenção é necessária. O Ministério da Infraestrutura em conjunto com o Ministério da Saúde poderiam, por exemplo, incentivar os trabalhadores das unidades básicas através de atrações para eles como o auxílio alimentício ou o auxílio transporte. Assim, atraindo mão-de-obra, otimizando a verba gasta na área da saúde e por fim, melhorando a importância das unidades básicas de saúde no Brasil.