A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 06/04/2023
A Constituição brasileira de 1988, afirma que o indivíduo têm direito à saúde. Infelizmente, na prática tal direito não condiz totalmente com a realidade vivida. Investimentos precários na saúde, falta de incentivo para a redução de problemas de saúde como o sedentarismo e obesidade, contribuem para o grave quadro de saúde pública no Brasil, pedindo então por medidas urgentes para uma melhoria.
Como primeira constatação, é relevante citar a fala do ex-ministro da Educação, Helder Martins: ”a saúde é um problema político”. Essa afirma o descaso de investimento e atenção por parte do governo para o Sistema Único de Saúde (SUS), que lida com a falta de recursos (básicos, financeiros e médicos) e superlotação. Devida tamanha importância e auxílio social que esses prestam, deveriam ser mais valorizados pelos governos.
Ademais, a democratização do acesso à saúde é uma das causas do SUS ser tão importante. Este porém, por ser público retém os primeiros contatos com a população nas UBS, popularmente ”postinhos”, que de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recebe 70% do povo brasileiro. Grande parte deste número é dependente do Sistema, isso por ser público, portanto mais acessível. Tornar privatizado, contribui para uma melhor organização e gestão, porém conflita com o seu propósito de criação.
Fica claro então, que medidas são necessárias para reverter esse grave quadro. Cabe ao Ministério da Saúde regulamentar as instituições interligadas ao SUS, por meio de melhoras no atendimento, distribuição de medicamentos e ampliação das unidades básicas nos bairros. Assim, acontecerá um melhor acompanhamento civil e mesmo que em condições precárias, com mais centros, todo usuário terá ao menos o mínimo de atendimento necessário. Partindo desse para outros projetos, pode-se enfim melhorar o sistema de saúde no Brasil.