A importância das unidades básicas de saúde no Brasil
Enviada em 27/05/2025
O livro “A Cidadela” do escritor inglês Archibald Joseph Cronin foi o estopim para a criação de um programa público, análogo ao SUS ( Sistema Único de Saúde brasileiro), no Reino Unido. Nesse sentido, essa narrativa conta a história de um médico idealista recém-formado e toda sua trajetória na busca pela democracia do sistema de saúde. Assim sendo, como evidencia o romance de Cronin, a popularização das unidades básicas de saúde, assim como seu melhoramento são imprescindíveis para o bem-comum e manutenção da cidadania.
Nessa perspectiva, primeiramente, é necessário que todo cidadão usufrua dos bens democráticos, como as unidades de saúde, primordiais para a manutenção do bem-estar social. Dessa forma, na busca por um contexto social de igualdade, a filósofa polaco-alemã Rosa de Luxemburgo afirma o desejo “por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”. Desse modo, a pensadora confirma a necessidade da democracia na promoção da liberdade e do bem-comum. Dessa maneira, ampliação das unidades básicas de saúde no Brasil, por exemplo, é um fator de promoção dos direitos e, principalmente, de confirmação da cidadania.
Ademais, além da popularizaçao das unidades de atendimento em saúde, é de especial importância o seu melhoramento para impulsionar o bem-comum e a condição cidadã. Com esse olhar, conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), “toda pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar a súde e o bem-estar”. Diante disso, o reconhecimento da dignidade humana se dá pela inerência dos bens sociais que lhe cabe, especialmente na qualificação da assistência médica nas unidades básicas de saúde no Brasil. Nesse cenário, a melhora do contexto do sistema médico brasileiro é fundamental para o avanço do bem-comum e para o aperfeiçoamento da condição cidadã.
Portanto, a importância das unidades básicas de saúde no Brasil se encontra no bem-estar social e na confirmação da cidadania. Sendo assim, o Ministério da Saúde, órgão público responsável pela assistência em saúde, deve buscar ampliar e aperfeiçoar os centros médicos. Isso será posível, por meio de investimentos maiores, tendo em vista a democracia tanto almejada em “A Cidadela”.