A importância de democratizar o acesso ao ensino superior no Brasil

Enviada em 30/09/2025

De acordo com os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística), apenas cerca de 20,5% da população possuía ensino superior completo. Esses dados demonstram que a ausência da democratização ao ensino superior está presente de forma complexa na realidade brasileira. Assim, compreende-se que o empecilho persiste não só por conta falta de investimento em educação como também a desigualdade social.

Convém, ressaltar, que a carência de investimento público em educação é um fator determinante para o prosseguimento da circunstância. O documentário “Pro dia nascer feliz”, do diretor João Jardim, aborda sobre a desigualdade socioeducacional presente no país, em que a captação de recursos, e sobretudo, a qualidade educacional são diferente entre as classes sociais. Nesse sentido, o sucateamento de diversas infraestruturas educacionais, resulta em uma precarização de uma base sólida educacional que pode acarretar no impedimento do ingresso ou progressão do ensino superior de indivíduos de classes mais baixas, em que causa uma elitização da formação superior. Logo, é inadiável a criação de medidas que combatam esse impasse.

Além disso, pode considerar que a desigualdade social influencia diretamente na questão. O conceito “Darwinismo Social”, do sociólogo Herbert Spencer, diz a respeito à crença que grupos minoritários estão fadados ao fracasso em razão da suposta “não adaptação” ao meio. Por conseguinte, os indivíduos que possuem baixas condições socioeconômicas, acabam abandonando o ensino superior, pois, não conseguem se manter nas instituições por carência de recursos, necessitando buscar trabalhos integrais para prover a sua subsistência individual.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Como solução, é preciso que o Ministério da Educação e o Tribunal de Contas da União, aumentem os investimentos no âmbito da educação, afim de remanejá-los em áreas que mais necessitam. Para que tal destinação seja coerente com a realidade brasileira, estes órgãos podem criar consultas públicas na quais a população interaja e apontem em questões como a democratização do ensino superior, que precisam ser resolvidas com urgência. Dessa forma, o Brasil poderá construir um ensino democrático.