A importância de democratizar o acesso ao ensino superior no Brasil

Enviada em 07/11/2025

O filme “Que horas ela volta?” evidencia as dificuldades que a personagem Val enfreta para que sua filha consiga ser aprovada no vestibular de uma renomada universidade. Não distante da ficção, é perceptível que a democratização do acesso ao ensino superior no Brasil configura um cenário desafiador. Assim, é importante destacar a elitização da educação e a omissão governamental como os principais fatores desta grave problemática.

Diante desse cenário, é válido destacar a permanência de raízes históricas que sempre conduziram para uma elitização da educação. Esse cenário remete ao período colonial, quando a educação superior era um direito exclusivo das elites econômicas. Nesse contexto, percebe-se a necessidade de se romper com esse domínio hegemônico, o qual se sustenta na percepção da universidade como um bem restrito a poucos, visto que historicamente as classes mais ricas nunca permitiram sua popularização. Desse modo, é imprescindível conscientizar a popularização de que o ensino superior é, de fato, uma das alternativas para a transformação da vida daqueles que se encontram na base da pirâmide social.

Ademais, é relevante, também, analisar a omissão governamental como obstáculo para a educação superior. De acordo com artigo 206 da Constituição Federal, a garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida é um princípio fundamental. Todavia, observa-se o descumprimento desse preceito constitucional por parte do Estado, haja vista a falta de vagas disponíveis nas universidades públicas, as quais são ocupadas, em sua maioria, por pessoas de renda elevada. Consequentemente, a população mais pobre permanece distante do acesso ao ensino superior, solidificando ainda mais seu ciclo de exclusão.

Portanto, infere-se que o debate sobre a democratização do acesso ao ensino superior precisa ser difundido. Logo, o Governo Federal, órgão máximo da nação, deve criar políticas públicas mais eficazes, por meio do aumento de verbas para a ampliação do número de vagas nas universidades, cuja prioridade será das regiões mais pobres do país, a fim de ampliar a popularização do ensino superior e mitigar os efeitos causados pela desigualdade social. Dessa forma, a realidade do filme “Que horas ela volta?” permanecerá apenas na ficção.