A importância de democratizar o acesso ao ensino superior no Brasil
Enviada em 11/10/2023
Em 1808, Dom João VI trouxe a origem acadêmica para o Brasil: a faculdade de medicina da Bahia, com o intuito de atender somente os nobres que se alocava no país. Nesse sentido, dois séculos depois de sua formação, o ensino superior ainda se mantém como um privilégio, excluindo as minorias. Com efeito, é preciso democratizar a admissão de grupos menos favorecidos nas faculdades, assim, reduzir desigualdades econômicas e ampliar o senso crítico da população.
Sob esse viés, a busca por igualdade deve ser a maior preocupação. À vista disso, a relatora especial da ONU, Katarina Tomasevski afirma que a educação é a chave para abrir outros direitos humanos. Nessa lógica, esse fato pode ser observado na nação tupiniquim, quando um profissional com graduação recebe, em média, cinco vezes a mais que um brasileiro sem terminar os estudo conforme a pesquisa pela INSPER. Em consequência disso, as universidades brasileiras contribuem para a diminuição da discrepância financeira a partir do momento que disponibilizam seu acesso para grupos marginalizados. Em suma, fica evidente que o ensino superior é um fator essencial no combate à desigualdade.
Ademais, o ato de questionar é necessário para o desenvolvimento humano. Acerca disso, Anna Carolina Venturini pesquisadora na USP, afirma que uma das principais finalidade das universidades é a disseminação de ideias. Nesse sentido, podemos ver que os debates, palestras, pesquisas que a faculdade oferece é essencial para a concretização de uma coletividade plural e democrática. Em consequência disso, ao deixarem a massa ingressar no ensino superior – que são as principais provedoras do senso crítico - iriam questionar e não aceitar qualquer coisa que é imposto como por exemplo, a manipulação midiática -do que se deve ou não consumir-. Desse modo, ter uma educação é fundamental para a construção do senso crítico.
Dessarte, observa-se crucial na formação do indivíduo o ingresso ao ensino superior para combater essas mazelas. Para tanto, o Estado – responsável por organizar a sociedade - deve investir em políticas públicas, que visem a criação de programas que auxiliem pessoas de baixa renda, com custo de alimentação, moradia para que todos possam usufruir de uma educação de qualidade.