A importância de democratizar o acesso ao ensino superior no Brasil
Enviada em 10/07/2024
No mito da caverna, Platão descreve pessoas que vivem presas em uma caver- na, observando apenas sombras projetadas na parede, até que uma delas se liber- ta e descobre um mundo exterior vasto e complexo. Analogamente, a democrati- zação do ensino superior no Brasil busca libertar os indivíduos das limitações do conhecimento restrito e tornar vastas as oportunidades. Dessarte, faz-se profícuo analisar não só a significância do ensino superior para a promoção da equidade, mas também para o desenvolvimento econômico da sociedade verde-amarela.
É mister ressaltar, em primeira instância, que não há ferramenta que impulsione mais a igualdade do que a educação. Conforme o ativista Nelson Mandela, a instru- ção educacional é o grande motor para o desenvolvimento pessoal. Sob esse viés, o acesso democrático ao ensino superior é o instrumento mais eficaz na garantia de isonomia, haja vista que, por meio dele, é possível elevar o indivíduo da base da pirâmide social para o topo, com a garantia do acesso às oportunidades laborais outrora inexistentes. Nesse sentido, conforme pesquisas da Universidade Colum- bia, os países que têm políticas educacionais são destaques na paridade social.
Outrossim, a admissão ampla ao mercado de trabalho, promovida pela qualifica- ção acadêmica, eleva o padrão econômico do país. Isso ocorre porque a nação se torna atrativa para investidores internacionais que buscam mão de obra qualifica-da para expandir as suas operações, em outras palavras, o capital investido na na- ção se expande. Nessa ótica, há a perspectiva de ascensão econômica evidente, que pode suprimir os revesés sociais da nação emergente, tais com a má distri-buição de renda. Conforme Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a qualificação profissional ocasiona uma mudança inquestionável em todas as esferas sociais.
Diante do exposto, acerca da relevância de democratizar o acesso ao ensino su-perior no Brasil, infere-se que medidas devem ser tomadas. Logo, o governo, res-ponsável pelo bem-estar social, deve realocar 10% do Produto Interno Bruto para o planejamento estratégico nacional de expansão do ensino superior, que deve ser feito com a contratação de profissionais para estudar as demandas regionais, e, posteriormente, iniciar a construção de novas universidades. Deste modo, todos
terão acesso equitativo, escapando da ignorância presente na alegoria de Platão.