A importância de democratizar o acesso ao ensino superior no Brasil

Enviada em 25/08/2024

John Locke, filósofo inglês, destaca que é dever do Estado assegurar a educação e qualidade de vida à sociedade. Todavia, em virtude do acesso ao ensino superior no Brasil ainda ser um processo burocrático, é válido reconhecer como os órgãos responsáveis agem de modo ineficaz e, pior, não cumprem o seu papel social conforme os ideais de John Locke. Sob essa perspectiva, é possível analisar o serviço qualificado e a obliteração das desigualdades sociais como os pilares que sustentam a importância do ensino superior democratizado ao povo brasileiro.

De início, percebe-se que o serviço qualificado é posto de segundo plano, dado que, de acordo com o site G1, em 2022, cerca de 52% dos brasileiros de 25 anos não concluíram, sequer, o ensino médio. Segundo Paulo Freire, filósofo brasileiro, a educação tem o poder de ditar uma sociedade, nesse sentido, é notório o quão defasado o Brasil se encontra quando comparado a outros países, principalmente, em serviços que necessitam de mão de obra especializadas, como em áreas voltadas para o desenvolvimento tecnológico e saúde.

Além disso, vale ressaltar a atenuação da distinção entre classes socias como um fator que não é visto em posição de valor, sendo que, conforme dados do site PUBLICO, somente 3% dos estudantes de baixa renda ingressaram no ensino superior. Conforme Pierre Bourdieu, sociólogo francês, a sociedade incorpora as estruturas sociais, ou seja, as reproduzem com naturalidade. Isso pode ser verificado com a utilização das cotas direcionadas as pessoas de baixa renda e que se encontram em vulnerabilidade financeira, por outro nincho social que desfruta de uma realidade de vida totalmente distinta, sendo uma relação oportunista por aproveitar de condições especiais voltadas ao público necessitado.

Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam o problema. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve promover a democratização ao ensino superior, por meio de programas sociais e pela implementação de cotas financeiras. Assim, fornecendo bolsas estudantis ao público de baixa condição e utilizando as cotas com seleção prioritária por renda, abrangendo exclusivamente pessoas necessitadas, para que, por fim, haja a democratização das universidades para o povo brasileiro.