A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 05/09/2019

O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão do desperdício de alimentos no Brasil. Nesse sentido, é notório que a sociedade de consumo é responsável por esse comportamento. Ademais, vale ressaltar que ações como essa são nocivas ao meio ambiente, que é explorado para produção alimentícia. Por isso, é de suma importância que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse contexto de esperdício, de acordo com a Constituição Cidadã todos têm direito a alimentação. Entretanto, tal direito não é legitimado, pois, segundo o IBGE, 2,5% da população brasileira esta no mapa da fome. Em contraste, o mesmo instituto afirma que 1 a cada 10 alimentos são jogados fora no país. Dessa forma, torna-se nítida a discrepância social e a necessidade de combater essa situação, que tem como causa o “Fetichismo de mercadoria” já relatado por Marx, em que o produto é valorizado a tal ponto, que ganha valor maior que o uso. Com isso, esse conceito é introduzido ao ramo alimentício, uma vez que a noção de “fartura alimentícia” denota poder financeiro, mesmo que leve ao desperdício. Logo, é fundamental a alteração desse quadro social.

Ainda nesse viés, o Ministério da Agricultura (MA), afirma que para produzir um quilo de arroz, são gastos 2.500 litros de aguá. Somado a isso, cabe salientar que o arroz é o alimento mais desperdiçado no país, como mostra reportagem do Jornal Nacional, em que na mesma, o pesquisador confirma que o desperdício independe de classe social. Dessa maneira, é primordial reeducação populacional no que tange ao consumo, porque ao evitar atitudes afins, além de baratear o custo dos alimentos para a população, já que diminuirá a demanda, também, reduzirá a exploração ambiental. Haja vista que diversos hectares de terras são desmatados, o consumo hídrico é excessivo e o habitat de diversões animais serão utilizados em prol da agropecuária. Assim, é preciso mudança comportamental.

Portanto, faz-se necessário que o Estado atue por meio do Ministério da Educação e MA ao fomentar  discussões, palestras e divulgação midiática, comandada por especialistas na área, acerca da importância do consumo racional de alimentos, ao exibir os benefícios, a exemplo da redução de preços e os malefícios desse comportamento, como o aumento da disparidade social. Em adição, esses dois ministérios devem indicar possibilidades de como fazer a distribuição dessa comida que sobra, ao estimular os municípios a criarem locais de doação de refeiçoes para pessoas carentes, com isso, gradualmente o direito à alimentação será válido. Além disso, é imprescindível a atuação do Ministério do Meio Ambiente para reafirmar a relevância da racionalização do consumo para a preservação ambiental. Destarte, paulatinamente, conseguir-se-á extinguir o desperdício de alimentos no Brasil.