A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 26/10/2019
Da revolução agrícola aos modernos meios de produção de alimentos, a mazela do desperdício de comida se agrava de modo constante. No Brasil, essa realidade preocupa, pois há milhões de cidadãos sem ter o que comer em contrapartida a milhares de toneladas de alimentos descartados diariamente. Para minimizar essa problemática, medidas comportamentais, governamentais e industriais são necessárias.
Primeiramente, o processo industrial para que o alimento chegue ao consumidor é complexo. Posto que há sujeição à lei da oferta e procura, o transporte de produtos e seleção destes no comércio fazem com que apenas cerca de dez por cento cheguem ao consumidor final. Além disso, o desperdício também acontece posteriormente no descarte de alimentos, seja pela validade vencida ou inconsciência no uso e aproveitamento.
Concomitante, a fome aflige milhões de brasileiros, que poderiam ser alimentados com o que é desperdiçado. Nesse contexto, o dizer musicalizado com o intuito de educar “comer, comer para poder crescer” é vago, pois é preciso saber como usar o alimento. Ainda nesse sentido, conforme Thomas Malthus, a população tem crescimento geométrico, conquanto os recursos naturais crescem de modo aritmético. Logo, a tenência é que a situação de fome se agrave em compasso a maior necessidade alimentícia.
Outrossim, o Governo deve investir em educação alimentar, para tanto, precisa implementar disciplina específica na matriz curricular das escolas com o fim de ensinar o reaproveitamento dos alimentos e compra consciente destes. Será, então, modificado o comportamento alimentar e evitado o descarte desnecessário. De mesmo modo, as indústrias e o comércios devem evitar o descarte, doar tudo o que seria descartado para instituições de caridade que auxiliem na alimentação dos que mais necessitar é viável, pois alimento de má aparência não é sinônimo de má qualidade. Assim, será evitado o desperdício e a questão malthusiana, amenizada consideravelmente.