A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 14/05/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos determina a todos os sujeitos o direito à isonomia e ao bem-estar social. Em contrapartida, de maneira análoga a essa diretriz constitucional, prevê-se que a prerrogativa legal encontra-se segregada na efetivação, o que tem crescido de forma exponencial às discussões acerca da importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil e somente ações divergentes devem restringir essa problemática. Nessa ótica, mediante ao cenário contemporâneo, incorporam-se dois fatores importantes: o descaso estatal frente à configuração socioespacial e a insuficiência legislativa.
Em uma primeira abordagem, é notório pontuar que o despreparo cívico governamental e sua aplicação sejam um dos mediadores do problema. Prova disso é que segundo a pesquisa divulgada pelo portal G1 – principal provedor de informações estatísticas do país – no ano de 2015, constatou-se que 90% de alimentos encontrados nos supermercados e casa dos consumidores nunca foram desperdiçados pela população brasileira. No entanto, diante dessa perspectiva, evidencia-se a fragilidade do Poder Público em oferecer um sistema econômico eficiente aos indivíduos em escala macroscópica nacional e a facilidade desse número registrado tornar-se constante, viabilizada por negligência estatal, devido à ausência de fiscalização e administração de gestões governamentais, como também prejudica na ´propagação de educação cidadã nas Instituições Públicas e Privadas de nível fundamental II e médio, o que tem consolidado uma sociedade cada vez menos analítica.
Em uma segunda abordagem, nessa assertiva, destaca-se a insuficiência legislativa, que ainda é o vetor ativo desse impasse. Sob essa conjuntura, o filósofo instrumentalista John Dewey, em sua compreensão sobre o “Pragmatismo Moderno”, afirma que as ideias são planos de ação que influenciam e deturpam a realidade. Dessa maneira, paralelamente a essa corrente de pensamento, ações estatais são imprescindíveis para garantir na transposição de obstáculos propiciados pela inércia dos fatos sobre o quadro alarmante.
Portanto, o Ministério da Educação (MEC), como instância máxima dos aspectos educacionais, deve com urgência, adotar estratégias psicopedagógicas para mitigar na importância de alunos extinguirem o desperdício de alimentos ao território brasileiro. Essa ação pode ser feita por intermédio de palestras didáticas e simpósios ministrados por especialistas no assunto, as quais elucidem a importância de combater tais atos infringíveis à esfera civil, com o objetivo de promover criticidade educação cidadã no ambiente escolar. Ademais, compete o Governo Federal, aliado ao Poder Legislativo, devem formular leis que ponderam uma atitude mais engajada e democrática aos sujeitos.