A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 10/07/2020

Segundo dados do IBGE, no Brasil, cerca de 7 milhões de pessoas passam fome, o que é contraditório visto que são cerca de 41 mil toneladas de alimentos desperdiçados por ano. No entanto, ainda que os dados sejam alarmantes, o desaproveitamento de alimentos perpetua-se como um ponto a ser discutido. Nesse sentido, é imprescindível discutir a produção excedente e o padrão estético.

Em primeira análise, após a descoberta da agricultura no período Neolítico, os habitantes passaram a produzir muitos alimentos, gerando excedentes. Atualmente, este ainda é um problema vigente, visto que é comum que se produza mais do que o necessário até para que seja garantida a segurança alimentar, “dado o grau de imprevisibilidade inerente à produção e ao comportamento do consumo de alimentos”. Porém, a produção excedente contribui com um aumento considerável de alimentos desperdiçados, com o crescimento do desperdício, consequentemente há um agravamento na economia da população, já que grande parte dos alimentos desperdiçados é cobrado dos cidadãos, embutido nos preços.

Além disso, os alimentos que não se encaixam no padrão estético  comum, por não serem comprados pelo consumidor, não chegam ao varejo e são descartados ainda no produtor agrícola ou em etapas intermediárias. Há ainda os alimentos que sofrem danos no processo de colheita, manuseio e no transporte até o distribuidor. Os produtos que possuem melhor aparência tem seu preço mais elevado e os que não se adequam a esse padrão ‘‘viram xepa’’ e muitas vezes são jogados na rua para que a limpeza urbana os recolha e os leve de fato, ao lixo.

Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente- orgão responsável pela inserção de um desenvolvimento sustentável - através de políticas públicas, garantir que a produção excedente seja entregue à pessoas carentes. Afim de que se possa dar à toda sociedade o direito à alimentação. Dessa forma, contribuíriamos com um Brasil mais justo e igualitário.