A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 19/09/2020

Com a finalidade de trazer bons costumes ao Novo Mundo, as regras de etiqueta foram implementadas no território brasileiro pela corte portuguesa. Desde então, elas têm sido aperfeiçoadas de modo que, por uma falta de reflexão socrática da sociedade, corroboram com o desperdício de alimentos. Ademais, fatores como a má distribuição de produtos comestíveis e a falta de políticas públicas efetivas, tornam os quadros de subnutrição ainda mais alarmantes. Desta forma, fica clarividente que medidas devem ser tomadas para sanar tal problemática.

Primeiramente, ter bons modos e demonstrar educação é de extrema importância para evitar transtornos sociais, principalmente em ocasiões que se espera haver comportamentos agradáveis à mesa. Contudo, deixar restos de alimentos no prato, ainda que sejam alguns grãos de arroz, por exemplo, tornou-se algo considerado de classe, enquanto não deixar restos é falta de educação. De acordo com levantamento da World Resources Institute, no Brasil, 41 mil toneladas de alimentos são jogados fora anualmente. Dito isso, nota-se que as regras de etiqueta foram distorcidas ao longo do tempo de forma que, hodiernamente, contribuem com o desperdício.

Por conseguinte, segundo a Organização Mundial da Saúde, a subnutrição no país está relacionada à falta de acesso aos alimentos e não pela ausência deles, haja vista que o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de alimento, que, porém, são mais voltados para a exportação. Nesse sentido, percebe-se que há ausência de projetos públicos efetivos que busquem priorizar a população nativa, bem como atender às suas necessidades básicas previstas na constituição. Vale salientar que, geralmente, os subnutridos moram em locais insalubres, estando mais propensos a adquirirem doenças relacionadas a falta de tratamento de água, saneamento e gerenciamento do lixo.

Dados os argumentos acima, para frear o desperdício de alimentos no Brasil, é imprescindível que haja planejamento em longo prazo. Sendo assim, cabe ao poder executivo promover e fiscalizar projetos que priorizem a importação de produtos de qualidade e atendam os direitos básicos de saúde da população nativa, com intuito de reduzir a subnutrição e a má distribuição alimentícia. Faz-se necessário também, que a mídia e as instituições de ensino busquem realizar campanhas e seminários sobre a importância de evitar o desperdício de comida, com o fito de conscientizar a população de que não jogar alimento no lixo não é questão de etiqueta, mas de humanidade. Por fim, o indivíduo deve estabelecer uma reflexão socrática acerca do imbróglio supracitado, a fim de que ele mude suas atitudes e contribua com o bem-estar social. Com isso, os impactos atuais serão minimizados e não afetarão, a longo prazo, a qualidade de vida das gerações futuras.