A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 10/12/2020
Durante a Pré-história, o processo que permitiu o início do sedentarismo e da formação da sociedade, do modo em que se constitui hodiernamente, foi o desenvolvimento primitivo da agricultura. Nesse contexto, a medida em que a humanidade e as tecnologias evoluíram, os meios de produções alimentícios seguiram os mesmos caminhos, no entanto, o desperdício no processo entre a plantação e o consumo permanecem elevados. Desse modo, a perda dos alimentos refletem em todo o ciclo, tornando importantíssimo a extinção desse hábito, para que assim ocorra a redução dos custos, bem como a acessibilidade para a população.
A priori, convém ressaltar que a Revolução verde foi essencial para a evolução das técnicas que permitem toda a cadeia produtiva em massa e a perda desordenada em larga escala. Nesse contexto, Thomas Malthus desenvolve a sua teoria, na qual afirmava que os meios de sustento de uma sociedade crescia na forma de uma progressão aritmética, logo o aumento da humanidade causaria um desequilíbrio, posto que cresceria em uma progressão geométrica. Sob tal ótica, no mundo contemporâneo é notório que essa linha de pensamento não se enquadra por completo, uma vez que o meio técnico científico foi capaz de fornecer mecanismos que produzam o suficiente para toda humanidade. Todavia, a desigualdade e a perda desses alimentos inviabilizam a contenção da miséria e da fome. Em suma, é evidente que é reestruturar o sistema para que as perdas sejam menos significativas.
A posteriori, é oportuno frisar que o Brasil, por ser um país subdesenvolvido, passa por uma delicada condição de fome, correlacionado com o desemprego e a pobreza. Dessa forma, o excesso de desperdício alimentício colabora para a intensificação desse cenário, posto que a perda diária equivale a 40 mil toneladas, o suficiente para alimentar 19 milhão de pessoas, o que representa quase quatro vezes o número de indivíduos que passam necessidades, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Por certo, é de conhecimento prévio que o artigo sexto da Constituição Federal assegura os direitos sociais, logo se existe 5,2 milhões de brasileiros em situação de desnutrição, a legislação está sendo falha. Ademais, é válido relacionar com o livro ‘‘Cidadão de papel’’, no qual o escritor afirma que a cidadania só é plena quando sai da escritura e passa a ser exercida. Em síntese, é nítido que um dos principais impactos da redução da perda é conseguir criar uma acessibilidade.
Em face do exposto, o Ministério da Agricultura deve criar uma lei que visa a redução do desperdício, mediante o suporte do Poder Legislativo. Dessa forma, realizando o sobredito, poderia ser feito uma baixa dos custos e uma melhor redistribuição, igual ocorre nos países desenvolvidos.