A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 05/11/2020
Em um contexto capitalista, o grande número de propagandas culinárias nos centros urbanos, esconde um grave problema social, a fome. É necessário se atentar que milhares de brasileiros não tem acesso mínimo a alimentos básicos, entretanto, aqueles que tem condições exageram e até desperdiçam comida. Desse modo, é necessário alterar os dois extremos, de fome e de desperdício, e manter o equilíbrio.
A princípio, é válido analisar que a fome não é decorrente da falta de alimentos, mas sim pela falta de acesso aos alimentos, uma vez que seguindo a lógica capitalista, possuem um alto valor de mercado. É nesse cenário que se faz necessário a intervenção do Estado, a fim de garantir o direito de alimentação de qualidade, citado no artigo 6º da Constituição Cidadã; Lamentavelmente, é difícil alimentar, com qualidade, parece ainda mais difícil.
Ademais, é necessário avaliar também o alto índice de desperdício de alimentos, ligado, principalmente, a restaurantes e industrias alimentares, tendo em vista que esse poderia estar beneficiando centenas de milhares de brasileiros. Fazendo uma analogia com a teoria de produção Taylorista, a qual existe uma grande produção para tentar fazer estoque, no caso dos restaurantes, podemos pensar no estilo de restaurantes o qual o cliente se serve e a comida fica ali exposta, assim como na cozinha está sendo preparado mais; Infelizmente essa forma de venda e consumo, só intensifica mais o desperdício.
Nesse sentido, medidas são importantes para reduzir o desperdício alimentar e garantir o acesso de alimentos àqueles mais afetados pela fome. Primeiramente, é necessário a atuação do Ministério Público na venda de pelo menos duas refeições prontas, por preço simbólico, por meio de centros comunitários, a exemplo dos que existem na cidade de Curitiba, objetivando zerar a fome e garantir segurança alimentar a sociedade de baixa renda. Além disso, é importante que a ANVISA, fiscalizem e coíbam a prática de desperdício de locais que vendam comida, seja industrializada, seja produzida manualmente, por meio de multas, a fim de reverter esse dinheiro para ajudar a continuidade do projeto de refeições prontas e dando qualidade alimentar à sociedade brasileira.