A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 06/11/2020

Na perspectiva histórica, o advento da Revolução Verde aumentou consideravelmente a produção de alimentos mundial, entretanto a forme ainda permanece em decorrência da desigualdade social e das grandes empresas. Desse modo, incentivar o diálogo ao longo da cadeia de abastecimento de alimentos, bem como modificar os comportamentos nocivos dos consumidores são fatores essenciais para alterar essa lastimável conjuntura.

A priori, em torno de 50% do desperdício de alimentos no Brasil ocorre no manuseio e no transporte, de acordo com o infográfico “O Globo”. Sob esse viés, percebe-se a falta de comunicação ao longo da cadeia de abastecimento, de modo que ocasiona grandes perdas de alimentos. Além disso, os padrões estéticos e de qualidade levam os distribuidores rejeitar grandes quantidades de alimentos perfeitamente comestíveis e que poderiam servir de refeição para diversas famílias carentes. Concomitante a isso, nota-se a omissão e a negligência do Estado e das grandes empresas em preservar seu papel social com a diminuição do desperdício, visto que existem muitos indivíduos em estado de desnutrição.

Faz-se mister, ainda, salientar o comportamento nocivo dos consumidores como impulsionador do problema. Sob a óptica do documentário “Ilha das Flores”, ocorre uma crítica as desigualdades sociais geradas pelo sistema capitalista, ademais, aborda o consumismo e o desperdício dos alimentos que terminam nos lixões para as pessoas carentes consumirem. Diante desse cenário nefasto, é possível concluir que os consumidores não tem consciência do que o desperdício provoca, atos como comprar em excesso ou não verificar a data de validade nos rótulos aumentam o desperdício.

Logo, é necessário que o governo em parceria com as grandes empresas alimentícias promovam a diminuição do descarte de alimentos e o incentivo a doação, por meio da integração e da comunicação nos processos produtivos e a distribuição dos alimentos que seriam descartados para as comunidades carentes, como o fito de diminuir esse descarte e beneficiais as pessoas. Ademais, o Terceiro Setor – composto por entidades que prestam serviço público – deve promover a conscientização social dos indivíduos em relação aos seus atos enquanto consumidores, por meio de palestras e de distribuição de cartazes didáticos nos bairros e lugares públicos, a fim de sensibilizar as pessoas na mudança de hábitos nocivos.