A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 09/11/2022

A teoria malthusiana dizia que a produção alimentícia seria superada pelo crescimento propulacional e isso levaria o mundo a uma situação de desabastecimento caótica. Contudo, a Revolução Verde do século XX proporcionou uma mudança de cenário caracterizada, na verdade, pelo desperdício exarcebado do sustento. Isto é, se antes se discutia a falta de alimento, hoje a discussão é sobre a importância da extinção da perda desses nutrientes a fim de minimizar efeitos climáticos e mitigar a fome do Brasil, dentre outros objetivos.

Em princípio, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que o país está entre os dez que mais desperdiçam comida no mundo. Em contrapartida, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) relatou que o país teve um aumento significativo no número de pessoas em situação de insegurança alimentar. Logo, é inconcebível que uma nação que infamemente desperdice tanto tenha um enfático número de pessoas que não sabem se terão acesso a um direto tão básico. É, além de tudo, desumano ignorar a fome e não repensar as formas de consumo atual no país.

Em segundo aspecto, nota-se o impacto nas mudanças climáticas ocorridas devido as iguarias jogadas no lixo ainda que próprias para o consumo. Ou seja, é irrefutável que um dos benefícios ao extinguir o problema estará na diminuição de emissão de gases do efeito estufa que contribuem, por exemplo, na aceleração do descongelamento de geleiras e afetam pavorosamente a vida marinha. Por isso, a avidez na diminuição dessa perda de alimentos se jsutifica tanto por questões climáticas quanto constitucionais, o direito ao acesso à alimentação.

A partir do exposto, é necessário que o Ministério da Agricultura crie Parcerias Público-Privadas com empresas do ramo alimentício que elaborem uma distribuição equilibrada de alimentos, a fim de evitar o consumo e o desperdício exagerado e permitir o alcance de outras camadas humildes da sociedade, por meio da doação de alimentos. Além disso, o Ministério da Educação deve formular propagandas didáticas que circulem nas escolas e residências brasileiras sobre os impactos do desperdício e os riscos do não aproveitamento de sobras nos lares, por exemplo. Dessa maneira, será possível atenuar a insegurança alimentar vigente e simultaneamente contribuir para minimizar as mudanças climáticas.