A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil
Enviada em 06/02/2024
Obras regionalistas do modernismo como “O quinto” e “Vidas secas” tratam da tortura - em forma de fome - entre as pessoas, realidade ainda atual no Brasil. Contudo, a abolição dos desperdício de comida no país é uma via de efeito imediato contra isso. Dessarte, faz-se essencial analisar essa alternativa quando se almeja também acabar com a miséria.
Nessa perspectiva, é válido lembrar a importância da distribuição de recursos, como terras e ferramentas. Sob essa ótica, foi estudado pelo nutrólogo Josué de Castro, em seu trabalho “Geografia da Fome”, a inexistência de falta de alimentos, pois, na verdade, há concentração. Portanto, não sendo possível transferir mantimentos de forma direta dos grandes agricultores para os pobres - haja vista o direito à propriedade do Artigo 5º -, é comedido dar acesso às terras e às ferramentas a quem pena no país, ou seja, qualidade de vida aos cidadãos.
Ademais, a simples iniciativa de destinar melhor os alimentos abre oportunidades, por exemplo, repassar o que não será perdido para quem não possui. Destarte, seria possível nutrir 60% das 33 milhões de pessoas que passaram fome em 2022 - conjectura sobre números da Embrapa e da Penssan - Com isso, além de preservar os recursos naturais, ter-se-ia melhor retorno para o capital humano, mediante a sua nutrição - direito do Artigo 6º da Constituição federal.
Em suma, a extinção da perda de alimentos no Brasil é essencial para combater a miséria. Logo, o Ministério da Agricultura (MAPA) deve fomentar a democratização da conquista de terras para plantação de subsistência. Paralelamente, o Ministério da Ciência (MCTI) - órgão responsável por inovações e tecnologias - precisa auxiliar na prevenção de perdas de alimentos perecíveis, por meio de ferramentas, como banco de dados com mapas e causas do desperdício. Com a convergência de todas essas ações, a finalidade de erradicar a dilapidação alimentar poderá ser alcançada. Outrossim, após a concretização desses atos, a penúria brasileira, relatada entre os regionalistas modernistas, só existirá em ficções distópicas.