A importância de extinguir o desperdício de alimentos no Brasil

Enviada em 06/02/2024

“Quarto de despejo”, obra da “favelada” Maria Carolina de Jesus, trata da tortura entre as pessoas devido à desigualdade econômica e de oportunidades, realidade ainda atual no Brasil. Contudo, a fim corrigir a situação supracitada, é imprescindível abolir o desperdício de comida no país, pois é uma via com efeito imediato. Dessarte, cabe analisar os fatores que mantém esse problema.

Nessa perspectiva, é válido lembrar a importância da distribuição de recursos, como terras e ferramentas. Sob essa ótica, foi estudado pelo nutrólogo Josué de Castro, em seu trabalho “Geografia da Fome”, a inexistência de falta de alimentos, pois, na verdade, há concentração. Portanto, o acumulo de produtos não é benéfico para os cidadãos - haja vista, por exemplo, a destruição do café brasileiro em meados de 1929 -, ou seja, é comedido dar acesso às terras e às ferramentas a quem pena no país, ou seja, qualidade de vida aos cidadãos.

Ademais, a simples iniciativa de destinar melhor os alimentos abre oportunidades. Desarte, repassar o que não será perdido para quem não possui é uma solução para o desperdício de mantimentos e para a penúria brasileira, pois seria possível nutrir 60% das 33 milhões de pessoas que passaram fome em 2022 - conjectura sobre números da Embrapa e da Penssan -. Com isso, além de preservar os recursos naturais, ter-se-ia melhor retorno para o capital humano, mediante a sua nutrição - direito do Artigo 6º da Constituição federal.

Em suma, a extinção da perda de alimentos no Brasil é essencial para combater a miséria. Logo, o Ministério da Agricultura (MAPA) deve fomentar a democratização da conquista de terras para plantação de subsistência. Paralelamente, o Ministério da Ciência (MCTI) - órgão responsável por inovações e tecnologias - precisa auxiliar na prevenção de perdas de alimentos perecíveis, por meio de ferramentas, como banco de dados com mapas e causas do desperdício. Com a convergência de todas essas ações, a finalidade de erradicar a dilapidação alimentar poderá ser alcançada. Outrossim, após a concretização desses atos, a penúria brasileira, relatada entre os regionalistas modernistas, só existirá em ficções distópicas.