A importância de garantir acessibilidade para todos
Enviada em 02/09/2020
O filósofo grego Aristóteles,o prussiano Immanuel Kant,e o britânico Jeremy Bentham,todos eles têm algo em comum:dissertaram sobre a ética,condutas universais do homem para que se tenha boa convivência social de maneira plena,em suas premissas e obras.No entanto,essas regras vêm sendo quebradas constantemente quando o assunto é a pouca importância de garantias à acessibilidade para todos os cidadãos por parte do Estado brasileiro.Dessa maneira,é ponderável destacar dois pontos relevantes nessa temática:a falta de empatia e de efeito,a construção de uma sociedade mais individualista.
A princípio,vale ressaltar que à ausência de se importar com o outro mostra-se como um desafio para a resolução da intempérie.Acerca disso,segundo Roman Krznaric,escritor australiano,“a empatia é o antídoto”,ele entende que se as pessoas mudarem o seu campo de visão sobre um determinado assunto,elas podem modificam suas ações.Sendo assim,caso a sociedade observe que,por exemplo, os cadeirantes têm os mesmos direitos e deveres como qualquer outro,ou até mesmo a existência de um respeito mútuo,o contexto pode ser alterado completamente.Logo,é necessário políticas públicas mais impactantes.
Outrossim,cabe salientar que a pós-modernidade está deixando os seres humanos menos críticos com o que ocorre ao seu a redor.Nesse sentido,pode ser explicado consoante ao pensamento de Hannah Arendt,filósofa austríaca,em que destaca sobre a banalidade do mal,a partir de constantes práticas de violência ocorre a sua naturalização como algo do cotidiano.Sob essa ótica,mesmo que Arendt não esteja ligado diretamente sobre o assunto,salienta-se algo importante que é a naturalização de ações não morais por homens e mulheres.Assim,pode-se colocar como exemplo,o estacionamento de veículos em locais exclusivos de pessoas com deficiência,o que com o passar do tempo,pode-se caracterizar como algo “normal” violar essas regras.
Infere-se,portanto,que são necessárias estratégias para modificar esse cenário.Para que isso ocorra, o Ministério da Cidadania,em coparticipação com o da Educação,deve haver medidas a curto e a longo prazo,como debates em escolas e faculdades,sobre esse tema,o intuito principal é começar pelos jovens,eles são a base de pensamento dentro de um corpo social.Além disso,para maior difusão de ideias ,cabe a distribuição de cartilhas informativas em shoppings,praças e eventos com grande volume populacional.Isso será tangível por meio de parcerias público-privadas,o que auxiliaria em mais capital, e a mídia em divulgar esses eventos em canais abertos e fechados, em horário nobre,com a participação dos principais ministros e especialistas.Então,assim possa iniciar um senso crítico social.