A importância de garantir acessibilidade para todos

Enviada em 25/09/2020

O 35° presidente dos EUA John F. Kennedy afirma que lutar pelos direitos da pessoa com deficiência é uma forma de superar as próprias deficiências. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), criada em 1948 pela ONU, garante a todos o direito à mobilidade, ao trabalho e o respeito ao direito do próximo. Contudo, no Brasil percebe-se que a pessoa com deficiência enfrenta problemas como a falta de respeito dentro de uma sociedade composta de preconceitos, admissão em empresas escassa e a locomoção dentro de seu Estado.

Primordialmente, é preciso entender que a pessoa com deficiência é um ser humano e deve ser tratada como tal. O respeito é essencial para a convivência em sociedade, sendo também, assegurado pela DUDH. Segundo Aline Morais, codiretora da Santa Causa (consultora de acessibilidade), muitas empresas estão dispostas a contratar a pessoa com deficiência, porém, o preconceito enraizado na sociedade dificulta o processo de inclusão, desse grupo social no mercado de trabalho. Essas evidências apenas confirmam que o impasse está dentro da parte retrógada da sociedade e não nessas pessoas.

Outrossim, pensar sobre a saúde mental da pessoa com impedimento a longo prazo é muito relevante. A falta da mobilidade urbana é umas das angústias e frustrações que a pessoa com deficiência enfrenta no dia a dia podendo causar depressão ou levá-la a morte, este fato confirmado em uma pesquisa da terapeuta ocupacional Marilia Bense Othero. No filme “Uma razão para viver”, onde o personagem principal contraiu poliomielite, percebe-se a exclusão, como também, a depressão em que o personagem entra por não se sentir parte da sociedade.

Em suma, é indubitável que o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), juntamente às universidades instrua os arquitetos e engenheiros responsáveis pela construção do ambiente urbano a fazer projetos direcionados à sociedade como um todo. Outro fator importante é que o Ministério da Saúde deve cuidar da parte emocional da pessoa com deficiência, disponibilizando acompanhamento com terapeutas e formando grupos de apoio para ajudá-las. Por fim, é necessário que haja uma desconstrução para haver uma reconstrução de uma sociedade que terá valores, respeito e acima de tudo igualdade.