A importância de garantir acessibilidade para todos
Enviada em 10/01/2021
Pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida sempre enfrentaram desafios não só em relação a acessibilidade e inclusão plena no convivio social, mas também na efetivação de seus direidos. Na sociedade militarista espartana, por exemplo, todos os indivíduos que nascessem com alguma limitação eram mortos. O Brasil, apesar de dispor de ferramentas para inclusão, como o estatudo da pessoa com deficiência de 2015, ainda apresenta dificuldades para assegurar uma sociedade justa e igualitária. Esse cenário pode ser modificado com a aplicação de medidas que garantam a acessibilitade e os direitos de todos.
Primeiramente, é inegável que a inequidade no acesso a serviços públicos exclui este grupo da sociedade. A falta de adaptação dos meios de transporte e das instituições públicas, como escolas museus, teatros hospitais e clínicas, inviabilizam o pleno desenvolvimento pessoal e ecudacional desses indivíduos. Essa segregação social, que linita direitos, é intencificada pela falta de cuidado e respeito com o próximo, consequência da fluidez das relações em sociedade, como proposto pelo sociólogo Zigmunt Bauman.
Outro ponto importante é que apesar da instiducionalização do estatudo de 2015, as pessoas portadoras de deficiência ou mobilidade reduzida ainda são vistas como incapazes. Tal fato compromete sua integração no meio acadêmico e no mercado de trabalho. Apesar da criação de ações afirmativas garantidas pelo governo, como reserva de vagas em universidades, concursos e empregos, a inclusão plena não é atingida. Isso ocorre pois apesar da vaga o ambiente não tem infraestrutrura para permitir o acesso de um cadeirante, sego ou surdo, por exemplo.
Portanto, a garantia da acessibilidade pode modificar esse cenário. Nesse sentido, o governo deve aprimorar e fiscalizar a aplicação do estatudo da pessoa com deficiência, a fim de garantir a esse grupo o ecercício pleno de sua cidadania, bem como a preservaçâo de sua dignidade. Para isso, deve haver uma ação conjunta dos ministérios, com a participação de sociólogos e representantes dessa parcela da sociedade, e por meio de reuniões periódicas elaborar medidas que possam garantir que o estatuto seja seguido em todo o país, respeitando as particuliaridades de cada regiâo e as necessidades de cada tipo de deficiência. Assim, a assecibilidade não será mais um desafio para a sociedade.