A importância de garantir acessibilidade para todos
Enviada em 26/03/2021
“Os preconceitos são a razão dos imbecis”. Na ótica de Voltaire, nota-se no cotidiano que indivíduos com necessidades especiais padecem com a exclusão social, haja vista, a ausência de importância das autoridades em garantir o bem-ester desse olhar coletivo, como na precarização das calçadas para os cadeirantes, no absentismo de auxílio para outras penúrias e, por tabela, a discriminação por uma parte da sociedade. Nesse sentido, percebe-se uma imagem de omissão e desleixo que dificultam a inclusão desses indivíduos.
Na proa dessa reflexão reside a leniência do Poder Público nessa área. De acordo com a animação clássica “X-Men”, constata-se a criação de uma escola “especial’’ para mutantes. Ao se focar no momento atual, sabe-se que o decreto do presidente Jair Bolsonaro, em relação a abertura de instituições de ensino para portadores de necessidades especiais, de acordo com o G1, mostra-se como uma marca de retrocesso, uma vez que as crianças destinadas para tal local são seres humanos como as outras e não “mutantes” que necessitam de colégios diferenciados. Logo, nota-se um Governo excludente nessas conjunturas.
Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na dialética de Hannah Arendt, que desenvolveu o conceito conhecido como banalidade do mal, o qual afirma que as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Nessa perspectiva, é substancial um olhar mais atento da coletividade para a importância da acessibilidade, pois alguns brasileiros manifestam, na prática, a cultura de hostilidade definida por Arendt, isto é, a ausência de empatia e preconceito ao indivíduo “diferente”. Dessa forma, é fulcral que a sociedade abdique da atuação de inércia, com o fito de haver melhorias.
Infere-se, portanto que, nessa problemática, o Estado deve intensificar a ação de programas de inclusão, por meio de verbas destinadas para essa mazela, ampliando as estruturas das cidades e, sobretudo, promovendo leis de proteção a essa coletividade, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, o olhar coletivo precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de palestras educativas e, por extensão, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a citação de Voltaire deixe de ser uma realidade brasileira.