A importância de garantir acessibilidade para todos
Enviada em 23/07/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos alemães que possuíam alguma deficiência eram executados, por serem considerados “inúteis”. Apesar de quase um século após esse período, o pensamento arcaico de invalidade dessas pessoas prevalece. Nesse contexto, seja pela falta de empatia e de infraestrutura, é necessário acessibilidade e inclusão para todos, uma vez que o capacitismo representa uma grande falha sem direito constitucional de igualdade presente no artigo 5 e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.
A princípio, é evidente que tais circunstâncias se devem ao preconceito enraizado. Conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 45 milhões de brasileiros possuem deficiência física ou mental. Dessa forma, o descaso é essa população influenciada por maus tratos e sofridos abusos, atos de violência conseqüentes da discriminação e problemas de locomoção nos ambientes e públicos privados, o que diverge da lei 10.098- garantia de acessibilidade de pessoas com deficiência- e aos direitos humanos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar. Ademais, é fundamental apontar uma carestia em infraestrutura urbana como o impulsionar do problema. De acordo com, o geógrafo Milton Santos, “a democracia só é efetiva quando atinge a totalidade do corpo social”. Paralelamente, o acesso não é universal, inclusive em escolas, já que em geral não possui rampas, transportes com elevadores e profissionais especializados, em decorrência disso deficientes físicos e mentais são impossibilitados de ter acesso à educação. Dessa maneira, não concretizam o ensino básico e qualificação profissional, o que eleva as taxas de desemprego no país. Sendo assim, impõe-se a reversão desse quadro em prol de garantir os direitos constitucionais de igualdade.
Portanto, deve a Escola, responsável por desenvolver como potencialidades dos requisitos e capacitá-los como cidadãos, em parceria com a Família e Estado, elaborar campanhas por meio de palestras de pessoas com défice que relatem seu cotidiano e atritos enfrentados, a fim de conscientizar crianças e adultos sobre os atos de capacitismo e consequências. Outros enfrentados, um fim de conscientizar crianças e adultos sobre os atos de capacitismo e consequências. Outrossim, deve o Governo Federal viabilizar estruturas apropriadas e profissionais capacitados ao atendimento de crianças portadoras de necessidade nas escolas, de modo a aplicar uma educação justa. A partir dessas ações, espera-se promover a empatia e acesso democrático.