A importância de garantir acessibilidade para todos

Enviada em 29/08/2021

A imposição de padrões rígidos de certo e errado e a busca por verdades absolutas impedem que parte da sociedade conviva com as diferenças. Desse modo, essa visão etnocêntrica resulta em uma pretensa superioridade capaz de causar exclusão social, como no caso da falta de projetos de acessibilidade para pessoas com deficiência na urbanização das cidades. Assim, é notório que fatores como o precário sistema educacional brasilereiro, como também o posicionamento do Estado têm contribuído para esse cenário.

A princípio, nota-se que o modelo educacional brasieliro é conteudista, nesse sentido, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Nessa perspectiva, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimula o pensamento crítico, acabam, muitas vezes, a excluir pessoas com deficiência dos seus grupos sociais. Nesse contexto, essa falta de convívio e debates sobre necessidades que portadores de deficiência precisam para conviver em sociedade acaba marginalizando esse grupo de pessoas.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento das dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência no país, pois apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à igualdade social, não existe políticas públicas efetivas para inclusão de pessoas com comorbidade no mercado de trabalho, segundo a revista Época, muitas empresas burlam a lei nº 8.213/91 que prevê a contratação da quantidade mínima de 2% dos seus colaboradores, além da falta acessibilidade nos prédios públicos demonstra que a discussão sobre a inserção desse grupo de pessoas é recente e tem uma progressão lenta.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com a falta de acessibilidade para pessoas com deficiência no país. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos médios e infantil, como a semana da igualdade, com estudo de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens sobre a importância da inclusão social de pessoas com comorbidade na sociedade, como também o poder Legislativo criar leis que obrigue a construção de ferramentas de acessibilidades em todos os prédios públicos para que haja, dessa forma, o respeito e a aceitação de pessoas com deficiência na sociedade.