A importância de garantir acessibilidade para todos
Enviada em 11/11/2021
O ilustre desenho infantil “Turma da Mônica” apresenta a utopia no que tange a acessibilidade, na qual Franjinha, um dos personagens com deficiência motora, é possibilitado de fazer diversas práticas esportivas e de permanecer no convívio social. No contexto hodierno do Brasil, a precarização da acessibilidade vem crescendo desenfreadamente, o que configura, de certa forma, uma rotina perturbadora e insalubre aos deficientes. Dessa forma, entende-se que a inércia governamental, bem como a violência no mercado de trabalho, apresentam-se como entraves para resolução do problema.
Em primeira análise, a falta de políticas públicas é a causa principal da permanência do imbróglio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política serva do povo e não o contrário. Em relação a tal afirmação, é perceptível o descaso dos governantes brasileiros com o Amparo às pessoas com problemas físicos, uma vez que não é estimulado a democratização da acessibilidade. Diante disso, os excepcionais não têm a infraestrutura básica para se locomoverem e serem independentes, pois, na maioria dos casos, os meios de transportes apresentam irregularidades que impossibilitam a livre circulação, tais como ruas esburacadas, rampas com declividades íngremes e a ausência de sinalização efetiva. Em contrapartida, a Ong “APAE”, fundada em 1954, exerce função aplausível e incoincidente com a do atual governo, na qual realiza, além de outras coisas, a busca incessante por melhorias na qualidade de vida dos deficientes, garantindo assim, o acolhimento dessa parte da população no grupo social.
Ademais, a baixa procura por pessoas com problemas naturais no mercado de trabalho é um dos agravantes da temática. Segundo o escritor e filósofo Jean Paul Sartre, a violência seja ela qual for, é sempre uma derrota. Nesse viés, é notório a marginalização das empresas em relação aos deficientes, pois preconizam, em muitas vezes, a produtividade e o lucro máximo e, dessa forma, praticam o errôneo pensamento de subestimar esses indivíduos. Em vista disso, o preconceito gerado pelos empregadores é primordial para explicar a baixa taxa dos excepcionais no mercado de trabalho. Um estudo proposto pela site “Agência Brasil”, ressalta que, infelizmente, só 1% dos deficientes estão no trabalho ativo. Dessarte, comprova-se a premência de atividades sociais para atenuar esse problema.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Cidadania, em parceria com o Ministério da Educação, a estruturação física essencial para a locomoção desses indivíduos e aumentar a admissão dos deficientes nas empresas, como, por exemplo, a elevação da taxa mínima de pessoas com problemas naturais no meio corporativo, por meio de um grande investimento do governo, com o fito de aprimorar a acessibilidade no Brasil.