A importância de garantir acessibilidade para todos

Enviada em 21/08/2023

Na novela “Viver a vida”, conta-se a história de Luciana, uma jovem cadeirante que relata em um blog os desafios para se locomover em detrimento da vulnerável inclusão social. Fora da ficção, no que tange os direitos e deveres, persistem algumas lacunas, pois o governo é, em grande parte, omisso e a sociedade egocêntrica, de modo que impossibilitam a acessibilidade tão essencial a todos. Portanto, faz-se substancial mitigar a irresponsabilidade nacional.

É imperioso mencionar, a princípio, que a Constituição Federal de 1988 certifica o papel do Estado na mobilidade urbana, de forma que a negação dessa norma simboliza o retrocesso de toda conjuntura social. Nesse sentido, o Poder Executivo se mostra inerte na fiscalização de rampas de acesso obrigatórias nos locais públicos e privados, o que perpetua a segregação às escolas, ao mercado de trabalho e ao lazer. Segundo Milton Santos, geógrafo brasileiro, o sistema democrático será efetivado apenas quando todos desfrutarem plenamente os direitos políticos, civis e sociais de maneira uniforme. Logo, é de suma prioridade reverter tal negligência para assegurar o bem-estar.

Ademais, outro fator percussor da problemática é a isenção de atribuições enraizada no abismo social, uma vez que os indivíduos se encontram voltados para si mesmos e ignoram seus deveres na difusão da sociedade. Nesse contexto, a jornalista Eliane Brum sintetiza que apesar dos seres humanos estarem conectados com o planeta inteiro permanecem desconectados das urgências sociais, de maneira que não respeitam as vagas reservadas a cadeirantes e inviabilizam a integridade do próximo. Desse modo, é de suma importância instigar a cooperação dos cidadãos na inclusão das diferenças.

Perante tudo isso, então, urge que o governo, juntamente às mídias, crie políticas públicas que busquem requerer da nação a promoção da acessibilidade. Estas devem ser realizadas por meio de uma parceria público-privada com a Chevrolet, de forma que sejam reforçadas nos anúncios publicitários a obrigatoriedade de fiscalizar e respeitar as vagas inclusivas, de modo que tais políticas fomentem as denúncias no meio físico e cibernético como abordado na novela “Viver a vida”. Quiçá, será possível vislumbrar a mobilidade urbana no país.