A importância de proteger a Floresta Amazônica

Enviada em 06/11/2019

As obras cinematográficas, desde seu início, no século XVIII, passaram por diversas adaptações marcadas pelo cinema mudo, de Charlie Chaplin, e o uso de efeitos especiais como na obra “Matrix”. No entanto, mesmo com o passar do tempo e a popularização desse modelo artístico, o acesso a ele não é pleno. Diante disso, valida-se a discussão acerca do acesso ao cinema no Brasil como marcado pela atuação deficiente do Estado em garantir os direitos cidadãos à cultura, impedindo a democratização dessa arte.

Em primeira análise, a escassa atuação do Governo em proporcionar eventos culturais diversos, incluindo o cinema, para todos é um dos principais contribuintes para a falta de acesso a estes serviços por parte da população, haja vista que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as salas de cinema se localizam, predominantemente, em áreas urbanas. Nessa perspectiva, a Constituição garante que todo indivíduo tenha direito à cultura no Brasil, como música, livros e cinema. Em vista disso, é evidente que o Poder Público atua de forma negligente, no sentido de que o brasileiro não obtém os direitos democráticos acordados de acesso cinematográfico.

A posteriori, em consequência do não cumprimento do Estado com o seu dever, a democratização do contato com o cinema pelos civis fica cada vez mais distante, tendo em vista que os serviços de lazer e cultura nas áreas de vulnerabilidade são ínfimos. Nesse ínterim, o Capitalismo moderno tem papel fundamental nessa condição, pois, seguindo o preceito de maior lucro e ampliação do consumo, os principais polos de lazer e cultura que incluem o cinema estão situados dentro dos “shoppings”, dificultando o acesso das classes mais pobres e da população rural. Destarte, fica explícito que a logística do mercado e a negligência estatal afasta a sociedade do contato com as “telonas”.       Depreende-se, portanto, que a democratização do acesso à cultura no país verde e amarelo apresenta entraves que precisam ser sanados. Assim, é fundamental que o Poder Público da esfera estadual e municipal, juntamente com o Ministério da Cultura, por meio de subsídio financeiro, proponha a criação de cinemas comunitários ao ar livre, em bairros e cidades interioranas isentas de salas de cinema, de forma gratuita, periodicamente, contendo programações plurais voltadas à população carente e rural. Tal medida aparece com o intuito de viabilizar o acesso ao cinema para toda a sociedade, garantindo seus direitos à cultura e lazer.