A importância de proteger a Floresta Amazônica
Enviada em 05/09/2019
“Somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio, pescado o último peixe, é que o homem vai perceber que não pode comer dinheiro”. Na declaração feita pela Greenpeace, uma das principais ONG’s ambientais do mundo, é destacada a relevância da preservação do meio ambiente para a prosperidade dos seres humanos. Nesse contexto, o debate acerca da importância de proteger a floresta amazônica, maior reserva de biodiversidade do planeta, tem se tornado cada vez mais pertinente, e isso se evidencia não só pelos crescentes índices de desmatamento, como também pelo papel fundamental dela na dispersão de umidade.
É importante atentar-se, em primeira análise, à intensa devastação que esse bioma brasileiro vem sofrendo nos últimos anos. Embasando-se no viés de “Imperativo Categórico” proposto por Immanuel Kant, filósofo prussiano, é relevante que toda e qualquer ação praticada tenha como fundamento uma preocupação moral, social e ambiental intrínseca por parte de quem a exerce. No entanto, os atuais índices de desmatamento da floresta amazônica vão totalmente de encontro com esse princípio filosófico. Segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), por exemplo, o desmatamento desse ecossistema em julho de 2019 teve um crescimento de 278% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Por conseguinte, é evidente a necessidade de criar políticas que contenham o avanço das atividades econômicas sobre esse ecossistema.
Sincronicamente, em segunda análise, é notória a importância da floresta amazônica na distribuição de umidade. Estima-se, que o intenso processo de evapotranspiração que ocorre nesse bioma emita cerca de 20 bilhões de toneladas de vapor d’água por dia. Sob esse ponto de vista, o ecossistema amazônico é um dos principais responsáveis pela regulação dos índices pluviométricos, temperatura e abastecimento hidrográfico de toda a América do Sul, e os danos entrópicos que ele vem sofrendo acarreta diversos impactos ambientais no continente, como a intermitência de rios e o processo de desertificação de áreas. Nesse sentido, é indubitável a pertinência que a manutenção desse ambiente possui nos dias hodiernos.
Em suma, é mister que providências sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Com o objetivo de combater a crescente degeneração antrópica que avança sobre a floresta amazônica, urge que o Ministério do Meio Ambiente estabeleça, por meio de verbas governamentais, o enrijecimento tanto na fiscalização, com o aumento no contingente de fiscais, como nas penas impostas a esses infratores, que impõem o lucro do seu modelo econômico em detrimento da preservação ambiental. Somente assim, será possível impedir a concretização do cenário apocalíptico exposto pelo Greenpeace, através da manutenção desse ecossistema tão importante, e, dessa forma, assegurar o bem-estar social.