A importância de proteger a Floresta Amazônica
Enviada em 14/09/2019
“Somente quando for cortada a última árvore, poluído o último rio, pescado o último peixe, é que o homem vai perceber que não pode comer dinheiro!”. Essa frase foi escrita por um índio norte-americano em uma carta para um ex-presidente americano que desejava comprar terras indígenas. Ela evidencia bem o quanto o ser humano está importando-se com o meio ambiente e o quanto as ações dele são irreversíveis.
Desde o processo de colonização do Brasil, no século XVI, as florestas tem sido exploradas, visando, primordialmente, o enriquecimento da metrópole, de modo a extinguir grande parte da Mata Atlântica do país. O mesmo poderá acontecer com a Floresta Amazônica, que nos dias atuais, está correndo risco sendo essa, cenário de intensa ação antrópica para a sustentação do setor primário da economia nacional e global, haja vista, sua grande biodiversidade e oferta de recursos naturais.
À medida que a floresta é queimada ou retirada, o processo de aquecimento global é intensificado. As árvores desempenham um papel-chave na redução dos níveis de poluição, sendo responsável ela regulação do ciclo hidrológico e do carbono em todo Brasil. Além disso, a fragmentação, traz prejuízos significativos e incalculável a fauna e populações, não apenas locais, como vimos recentemente a nuvem de escureceu São Paulo em plena tarde, nuvens essas, trazida da região amazônica devidos as queimadas desenfreadas e irracionais.
As medidas implementadas entre 2005 e 2012 derrubaram as taxas de desmatamento na região em cerca de 70% e indicam quais são os elementos necessários para atingir o desmatamento zero. Entre eles estão os acordos pelo fim do desmatamento pela agropecuária, o aumento da eficiência da pecuária nas áreas já abertas, a criação de áreas protegidas (Unidades de Conservação e terras indígenas) e o cumprimento do Código Florestal. Tais políticas, se aplicadas não somente à Amazônia, mas também a outros biomas, seriam capazes de, antes de 2030, zerar o desmatamento no país. Nesse sentido, essa problemática constitui um desafio a ser superado não somente pelo poder público, mas por toda a sociedade.