A importância de proteger a Floresta Amazônica

Enviada em 17/11/2020

Nas palavras de Euclides da Cunha, em seu livro “Os Sertões”, “Estamos condenados à civilização. Ou progredimos, ou desaparecemos.” Na obra, o autor evidencia o contraste entre “dois Brasis” e a luta diária pela sobrevivência dos brasileiros. Embora retrate o passado, a narrativa apresenta estreito vínculo com a realidade atual do país no tocante à Amazônia, que encontra-se em notório retrocesso. Com efeito, urge a adoção de medidas para reverter a árdua situação vigente, caracterizada pela ação estatal e o desconhecimento do povo, e incentivar políticas ambientais no bioma.

De fato, a posição exploratória do Estado corrobora o cenário inóspito da impactos ambientais na Amazônia. Acerca disso, cabe avaliar o Art. 225 da Constituição Federal, o qual afirma que é dever do Governo e da sociedade garantir a preservação ambiental para as próximas gerações. No entanto, nota-se um descumprimento de tal direito pelo Estado, uma vez que realiza constantes medidas de caráter exploratório econômico no bioma, como o intenso desmatamento, e, por conseguinte, compromete cada vez mais a existência do patrimônio. Logo, faz-se emergente pressionar o Governo de forma a estimular políticas ambientais na Amazônia e promover o progresso, citado por Euclides, de maneira sustentável.

Ademais, é lícito destacar que o sistema de educação lacunar do Brasil contribui para atual exploração sem precedentes no bioma. A esse respeito, o sociólogo Jessé Souza afirma que o conhecimento constitui uma arma política, pela qual os cidadãos podem defender a si mesmos e o próprio território. Sob essa visão, tal metáfora encaixa-se, sem arranhões, nos reflexos da falha educação brasileira na gestão do país, visto que os indivíduos não apresentam conhecimento adequado do território nacional, a exemplo da importância da Amazônia para o Brasil e para o mundo, e, assim, não possuem as condições necessárias para garantir o seu direito constitucional de acesso e preservação ambiental. Dessa forma, nota-se a emergência de mudança no ensino brasileiro, com vistas à formação de cidadãos cientes da importância de preservar o seu país.

Torna-se evidente, portanto, que o incentivo à política ambiental na Amazônia deve ser realizado a partir do combate aos seus obstáculos. Para tanto, é papel de empresas privadas e ONGs ambientais, já que possuem grande influência na mobilização da sociedade civil, pressionar o Governo à tomada de ações sustentáveis no bioma, por meio de campanhas nas redes sociais e da criação de petições, a fim de substanciar a luta ambiental do país e erradicar a exploração Amazônica. Além disso, escolas devem também participar do movimento para fomentar a noção de preservação ambiental nos alunos. Assim, far-se-á legítimo o progresso nacional.