A importância de proteger a Floresta Amazônica
Enviada em 07/12/2020
Recentemente, a jovem ativista Greta Thunberg realizou um discurso influente na sede das Nações Unidas (ONU), onde criticava fortemente políticos e corporações em relação ao modo como tratavam as questões ambientais e seus efeitos nocivos na sociedade. Tal manifestação colocou em primeiro plano questões como a da Floresta Amazônica no Brasil, sendo esse bioma um dos mais afetados pelo desmatamento e a degradação ambiental. Neste cenário, é importante compreender dois fatores, os desdobramentos causados por esses impactos, assim como as suas causas.
Em primeiro lugar, é necessário reiterar a relevância da preservação da Floresta Amazônica, tendo em vista sua imensa complexidade e riqueza, no que tange à biodiversidade de recursos e espécies. Além disso, a destruição desse bioma acarretaria não apenas na perda desse patrimônio, como também desregulações de caráter climático e hídrico em todo território nacional. O pesquisador e ambientalista James Lovelock já alertava para consequências dessa magnitude, quando teorizou a Hipótese de Gaia, em que argumentava que a Terra seria um organismo complexo e conectado, e que alterações severas no equilíbrio do planeta acarretariam em consequências, afetando de forma irreparável a população mundial.
Portanto, ao considerar o escopo dessas complicações, cabe também compreender os agentes que desencadeiam este panorama. Neste sentido, o modelo predatório do agronegócio brasileiro carrega grande parcela da responsabilidade, dado que tal sistema é um dos maiores causadores da deterioração do bioma amazônico, em razão de objetivar apenas a maximização dos lucros. Ademais, estes grandes latifundiários, por ter grande poder político e econômico, podem muitas vezes operar às margens da lei sem o devido escrutínio do poder público. Tal conjuntura vai de desencontro ao pensamento do filósofo Hans Jonas, explicitado em seu livro “O Princípio da Responsabilidade”. Segundo o autor, os indivíduos da atualidade têm uma obrigação para com as gerações futuras, seja na preservação ambiental ou na busca por um desenvolvimento mais sustentável.
Logo pode-se concluir que a Amazônia tem indissociável papel na riqueza nacional, e tem como detratores os interesses econômicos do agronegócio e de parte do corpo político. Dessa forma, é necessário que os indivíduos, por meio de pressão popular, exijam de seus líderes a correta observação e imposição das normas ambientais. Paralelamente, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, por meio de leis mais severas, como o aumento multas e penas, dissuadir possíveis infrações. Só assim, será possível preservar o tesouro que o Brasil tem e mãos, visando um progresso mais ético e consciente como aquele idealizado por Greta Thumberg.