A importância de proteger a Floresta Amazônica

Enviada em 28/09/2021

Em artigo para o jornal francês “Le Monde’’, Jean Pierre, pesquisador socio-ambiental, afirma que, “ou nós lavamos as mãos em água turva ou aprendemos, todos, a ser ambientalistas”. Nesse sentido, a preservação da floresta Amazônica torna-se fundamental, visto que esta é a maior bacia hidrográfica do mundo, além de abrigar grande variedade de fauna e flora; todavia, a integridade da maior floresta tropical do mundo encontra-se ameaçada, tendo em vista o expansionismo ilegal praticado pela elite agropecuária. Nesse contexto, destacam-se dois aspectos importantes: a revolução verde como causa dessa problemática e as suas consequências no Brasil hodierno.

Em primeiro plano, cabe ressaltar como a Revolução verde, evolução das técnicas agropecuárias no periódo pós segunda guerra, agravou a destruição da mata nativa brasileira. Sob esse viés, acreditava-se que a  maior produtividade proporcionada pelo avanço da técnica diminuiria os impactos ao meio ambiente, gerando, assim, um desenvolvimento sustentável para os países. Contudo, no Brasil,  devido ao histórico de concentração de terras, proprietários de latifúndios aproveitaram-se da ausência de uma reforma agrária para, muitas vezes, de forma ilegal, destruir grandes fragmentos de mata local a fim de maiores lucros com criação de gado e plantio de soja.

Por conseguinte, devido a essa omissão governamental, a elite latifundiária foi capaz de se articular e aumentar seu poder político. Nesse âmbito, esse fato torna-se assertivo ao observar a presença de uma “bancada ruralista”, frente parlamentar que defende os interesses do grande empresariado rural. Desse modo, tal quadro configura o conceito de “cidadão de papel”, cunhado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, uma vez que, apesar de constar na legislação brasileira o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, não se concretiza na prática.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Logo, cabe ao Ministério da economia, em parceria com os governos estaduais, a promoção de programas que forneçam crédito à agricultura familiar e ao pequeno agricultor, grupo que produz alimento orgânico ou com pequena utilização de fertilizantes, reduzindo, dessa forma, a utilização exacerbada de agrotóxicos e transgênicos. Ademais, é imprescindível, também, a adoção de medidas contra a indústria ilegal de extração de madeira, por parte do Ministério do meio ambiente em conjunto com o exército brasileiro, que devem localizar e investir em incursões à assentamentos clandestinos.