A importância de proteger a Floresta Amazônica

Enviada em 16/11/2021

A Floresta Amazônica, maior floresta tropical do mundo, é conhecida pela sua enorme biodiversidade. No entanto, desde o período colonial, o uso dos recursos naturais do bioma amazônico ultrapassa, significativamente, o que a natureza pode renovar, e por isso, com a intensa exploração atual, a Amazônia se encontra cada vez mais esgotada devido à forte influência antiética do ramo extrativista e pecuário e à falta de fiscalizações governamentais quanto às queimadas.

Em primeiro plano, as empresas com interesses econômicos na Amazônia negam a conduta moral sobre a preservação da Amazônia. Sobre isso, o Oncologista Van Potter indicou o neologismo “Bioética” para problematizar a ação antrópica em relação a outras formas de vida. Nesse sentido, nota-se a necessidade de um prévio estudo bioético nas ações ocorridas na Floresta Amazônica, visto que há uma forte influência de um sistema que explora os recursos naturais. Contudo, sabe-se que os exploradores não possuem tal preocupação com o ciclo da vida, pois, segundo o sociólogo Karl Marx, a permanência do modo de produção capitalista, orientado, prioritariamente, pela maximização dos lucros, induz a deteriorização da base de produção econômica, ou seja, da natureza. Logo, os detentores de capital não se atentam em resguardar o patrimônio ambiental pois é o oposto que garante o seu rendimento.

Além disso, o dever estatal, constante na Carta Magna de 1988, de manter o meio ambiente ecologicamente equilibrado não se realiza fora do papel pois não há supervisões eficientes sobre os desmatamentos e queimadas no maior bioma brasileiro. Nesse viés, a prova da omissão governamental está na catástrofe do ano de 2019, na qual a Floresta Amazônica sofreu uma série de incêndios legais e ilegais, iniciados pelo setor agropecuário, que, de acordo o site G1, estão relacionados com a diminuição das fiscalizações ambientais, ou seja com a falha do Estado. Outrossim, no final do mesmo ano, a Amazônia sofreu 30% mais queimadas do que o ano anterior, segundo o site UOL, assim conclui-se que mesmo com um desastre de grande proporção, a omissão das autoridades permaneceu.

Portanto, com a necessidade de prevenir novas catástrofes e preservar a biodiversidade presente no bioma amazônico, cabe a atuação do Ministério do Meio Ambiente em parceria com o IBAMA na questão. Para isso, é preciso desenvolver uma ação de inspeção ambiental, por meio da contratação de agentes de fiscalização por concursos públicos que ocorrerão anualmente, para atuarem diretamente na Floresta Amazônica. Dessa forma, os inspetores ficarão instalados em pontos estratégicos, próximos a fazendas e pastos, a fim de captar os focos de queimadas e identificar os criminosos, assim será possível proteger o maior bioma do país.