A importância de proteger a Floresta Amazônica

Enviada em 19/11/2021

No longa metragem “Avatar”, vê-se a luta da população do planeta Pandora para proteger seu habitat, além da conexão que possuem com a natureza. Apesar de ser ficção, o filme traz uma importante reflexão sobre a relação entre o homem e o meio ambiente, tal relacionamento no contexto brasileiro mostra-se fragilizado frente ao desmatamento e as queimadas na Floresta Amazônica. Sob tal ótica, a necessidade de fiscalizações mais efetivas, bem como a expansão desmedida do agronegócio são fatores que contribuem para um cenário de desordem ambiental.

Em primeira análise, cabe pontuar a importância da tomada de ação por parte do Estado no combate a destruição do bioma Amazônia. Isso porque, muito embora haja alguns programas e medidas de preservação ambiental, ainda existe a perpetuação de práticas ilegais no uso dos recursos naturais, o que exige maiores fiscalizações e ações preventivas diante de tamanho ecocídio. Essa realidade vai contra o definido na Agenda 21, além de ser um reflexo da carência em melhores aparatos tecnológicos para fiscalização e a necessidade de aumento no número de profissionais desse âmbito.

Ademais, ainda é relevante destacar a atuação do setor agropecuário como contribuinte na escalada do desmatamento e queimadas na Amazônia por meio de práticas arcaicas, extensivas e até mesmo capitalistas. Nessa perspectiva, o Código Florestal não tem sido respeitado, majoritariamente, por praticantes de crimes ambientais e alguns ruralistas. Dessa forma, a revista Science divulgou que cerca de 22% da carne bovina e 17% da soja brasileira são produzidos desrespeitando a legislação ambiental no tangente a preservação e ao desenvolvimento sustentável. Com isso, tal problemática empurra o país para um retrocesso impensável e descredita o princípio da sustentabilidade socioambiental.

Fica claro, portanto, que é indispensável a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Posto isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com os governos estaduais dos estados onde há focos de desmatamentos e queimadas no bioma amazônico, a promoção de um plano intersetorial, que vise o combate e a preservação ambiental. Tal projeto será instrumentalizado mediante aumento no número de analistas ambientais e agentes fiscalizatórios do IBAMA tanto em campo, quanto no INPE, além disso, nos casos de descumprimento da legislação, deve ocorrer multas para os crimes contra a preservação. Assim, poderá haver a proteção do meio ambiente nacional analogamente ao planeta Pandora.