A importância de proteger a Floresta Amazônica

Enviada em 23/01/2022

A relação do homem com o meio ambiente nem sempre foi harmonioza, o livro “Sapiens: uma breve história da humanidade” escrito por Yuval Harari, explica o impacto da ação antropológica e os desastres ecológicos que ocorreram no desbravar humano sobre a Terra. As duas ondas de extinção provocadas pelo homem, oferece uma perspectiva não muito animadora do futuro da raça humana. Antes mesmo da Revolução Industrial, o ser humano foi responsável pelo maior número de espécies de plantas e animais extintos em todo o planeta. No cenário atual, essa realidade não se difere, a Floresta Amazônica, localizada no Brasil, vem enfrentando problemas parecidos quanto à sua preservação, como o desmatamento e as queimadas, e como consequência, o aquecimento global - que, se não for revertido, acarretará em uma nova gama de extinções que não se aplicam apenas ao limite territorial.

A Floresta Amazônica representa um terço das florestas tropicais do mundo, além de conter mais da metade da biodiversidade do planeta. De acordo com o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), em março de 2021, a Amazônia Legal teve recorde de desmatamento, o maior índice de destruição das áreas da floresta em quase 10 anos. Para conter essa emissão do principal causador do aquecimento global, a vegetação amazonense possue um mecanismo natural: o sequestro de carbono. Esse processo se inicia com a absorção do carbono liberado pela atmosfera, que é estocado na vegetação, com a derrubada dessas áreas e a intensificação das queimadas, ocorre uma maior liberação de CO2 na atmosfera e, consequentemente, um aumento da temperatura na Terra.

Outro fato que mostra a relevância de proteger a Amazônia é que ela serve como uma grande barreira contra incêndios. As queimadas são processos desencadeados de forma natural e intensificado pela ação humana, assim, a vegetação alta, densa e extramente úmida, age como um controle da mudança climática. Quando ocorre a exploração madeireira sem os cuidados para reduzir seu impacto, essas barreiras florestais gigantes são substituidas por uma vegetação altamente inflamável e o risco de incêndio aumenta, bem como a ameaça de extinção de diversas espécies endêmicas da região, colocando em risco a biodiversidade desse local.

Por fim, vê-se a necessidade de um maior investimento na educação ambiental, incentivando a população a proteger a Floresta Amazônica e entender que sem esta as condições de vida na Terra pode mudar drasticamente. Além disso, o Governo Federal junto a órgãos responsáveis precisam rever o Código Florestal visando leis que realmente sejam cumpridas de forma ainda mais rígida, bem como aumentar a fiscalização, inclusive da biopirataria, de forma eficaz. Também é crucial que haja maior apoio aos projetos de reflorestamentos já existentes, para que a cobertura vegetal seja preservada.