A importância de saber ouvir de forma respeitosa em um Brasil polarizado
Enviada em 09/06/2026
Na música sul-coreana “Equal Sign”, do compositor Jung Hoseok, o eu lírico retrata a busca por uma igualdade baseada no amor e no respeito mútuo entre os cidadãos. Em contrapartida, no Brasil, vê-se uma situação distinta durante debates politizados, marcada pela polarização do país e, consequentemente, reações extremadas, como os atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Assim, deve-se analisar as causas que contribuem para a formação de extremos e reconhecer a importância da educação no processo de escuta atenciosa para reduzir tal fenômeno no território brasileiro.
Sob essa ótica, a formação de extremos ideológicos está associada à dificuldade de compreender perspectivas divergentes. Analogamente, no romance “Ensaio sobre a cegueira”, José Saramago retrata uma sociedade acometida por uma cegueira branca que, metaforicamente, representa a dificuldade dos indivíduos de reconhecerem a realidade circundante e respeitarem o próximo. De maneira semelhante, uma parcela da população brasileira permanece presa a visões inflexíveis, o que dificulta o diálogo e torna o convívio social conflitante, intensificando o extremismo.
Em contrapartida, mesmo diante do cenário apresentado, é possível obter mudanças estruturais. Uma perspectiva apresentada é a do sociólogo Jürgen Habermas, que explica o conceito de ação comunicativa. Tal concepção indica que o diálogo racional é fundamental para a convivência democrática, além de promover a resolução de conflitos sociais. Desse modo, a educação exerce papel central na formação de cidadãos capazes de ouvir opiniões diferentes de forma respeitosa, ao passo que fortalece as relações interpessoais. Consequentemente, a polarização tende a ser minimizada, ao favorecer um ambiente mais harmônico.
Por conseguinte, é indispensável que o governo federal, por meio do Ministério da Educação, promova campanhas publicitárias e programas de capacitação gratuitos voltados à educação com foco no diálogo e na convivência. Ademais, a proposta deve ser divulgada por meio de redes sociais como o Instagram para maior adesão de jovens à causa. Portanto, a partir disso, será possível fortalecer a escuta respeitosa no Brasil e reduzir a polarização social no território.