A importância de valorizar a população indígena
Enviada em 04/09/2019
O livro “Iracema”, de José de Alencar, remonta a história da influência portuguesa na formação do território e da cultura do Brasil e, principalmente, dos nativos. Analogamente, esse desenvolvimento se deu com a promoção da aculturação indígena, a qual agiu de forma direta na gradativa escassez da resistência destes povos primordiais da terra e, por consequência, na fixação mais natural do explorador. Assim, é imprescindível valorizar a população nativa, pois os interesses capitalistas e o preconceito social não fazem isso.
Em primeira análise, com a Revolução Verde do século XX, ocorreu o desdobramento tecnológico no setor agrícola, em que foi e ainda é priorizada a produção excessiva acima de todos os outros aspectos. Desse modo, o interesse do agronegócio vai de embate com os indígenas, pois, mesmo com a Constituição de 1988 garantindo seus direitos territoriais, as grandes empresas do ramo tentam violar as decisões legislativas para atrair novas regiões produtivas e, assim, arraigar lucros e atender aos interesses capitalistas.Logo, é necessária a valorização da população indígena, por parte de toda a sociedade nacional, para que seus territórios de sobrevivência sejam respeitados.
Ademais, desde o período das missões jesuíticas foi atribuída aos nativos, nos livros de história, uma imagem de fragilidade, acomodação e calmaria frente aos ocorridos. Com isso, a sociedade brasileira foi criando, ao longo do tempo, um preconceito acerca da realidade indígena. No entanto, é perceptível que grande parte destes livros foram idealizados pelos positivistas, exaltando sempre a visão do “herói”, ou seja, do colonizador. Por fim, percebe-se que os nativos não tiveram a chance de terem sua história contada conforme o ocorrido e, então, sua cultura foi desvalorizada com o passar.
Mediante o exposto, portanto, o Poder Executivo deve realizar maiores fiscalizações das fronteiras dos territórios indígenas e daqueles permitidos para produção agrícola, de maneira urgente e prática, por meio da instalação de postes de visualização espaçados igualmente, no intuito de existir maior vistoria, respeito às fronteiras e aos territórios destes povos.Outrossim, o Ministério da educação pode inserir nos livros de história a visão indígena dos acontecimentos, por meio de maiores pesquisar dos estudos recentes, para que a sociedade possa, de maneira gradativa, desconstruir o preconceito com os nativos e valorizá-los. No fim, diferente de Iracema, os nativos poderão ter maior acesso à sua própria cultura e as práticas de aculturação serão destruídas.