A importância de valorizar a população indígena

Enviada em 20/09/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra”, esse verso de um poema do escritor Carlos Drummond de Andrade se relaciona de maneira direta como a maioria dos brasileiros enxergam os grupos culturais nativos. Além disso, a ascenção do genocídio no Brasil problematiza não só a questão cultutal, mas também, a econômica. Dessa forma, convém analisarmos tais causas e consequências desses fatores.

“Eu vejo o futuro repetir o passado”, o trecho da música “o tempo não para” de Cazuza pode associar-se ao período da colonização. O que perpetua até hoje, o genocídio indígena, onde no ano de 1500 havia aproximadamente 3 milhões e em 2010, apenas um pouco mais de 817 mil de acordo com o Censo Demográfico realizado pelo IBGE. Paralelamente, aumento dessa extinção diz respeito à exploração de terras nativas ocasionada diretamente por razões econômicas na área do agronegócio.

Em virtude disso, a indiferença entre etnias leva ao desmerecimento do local onde o aborígeno nasceu e, consequentemente, a morte de seu ser e de sua cultura, que também é do Brasil. Outrossim, o desmatamento das áreas conservadas onde habitam traz ameaças não só para os moradores, mas para o país que necessita dos recursos naturais e técnicas de conservação, que muitas nãos conhecem, porém os nativos são especialistas.

Infere-se, portanto, que esses entraves sejam superados para a solidificação de políticas que visem à construção de convivência e preservação melhores. Nessa lógica, faz necessário que o Governo Federal, junto da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) desenvolva leis protetivas por meio da implantação correta da demarcação de terras aborígenas para a preservação cultural e ambiental brasileira. Com tais implementações, a pedra no meio do caminho poderá ser removida sem maiores danos.