A importância de valorizar a população indígena

Enviada em 09/05/2020

Sempre ácido e crítico, Machado de Assis, em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, satirizava as hipocrisias e os maus hábitos da sociedade brasileira do século XIX. Ainda que dois séculos tenham se passado, desde que viveu o escritor, pouco mudou quando se observa a importância de valorizar a população indígena. Diante disso, cabe analisar tanto a correlação entre a valorização dos povos nativos e a preservação da natureza, quanto a discriminação contra os indígenas como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.

Considerando o exposto, cabe pontuar a destruição dos recursos naturais como resultado da esteriotipação das nações nativas, visto que essas são guardiãs da diversidade biológica. Nesse contexto, o livro “Iracema”, de José de Alencar, mostra uma indígena brasileira que cuida e protege as florestas. Desse modo, o papel das comunidades aborígenes é de fundamental relevância para a preservação e manutenção do meio ambiente.

Outrossim, vale salientar a existência do preconceito enraizado contra  os índios, apesar desses comporem o patrimônio cultural do Brasil. À luz dessa ideia, têm-se a obra “Modernidade Líquida”, onde Bauman defende que a pós modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Não há como negar, portanto, que a valorização pessoal excessiva é fator gerador da não-aceitação daquilo que é diferente aos olhos da sociedade, como os costumes indígenas.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Portanto, o governo, entidade máxima de poder, deve realizar investimentos em programas culturais relacionados aos povos nativos voltados à comunidade. Tal ação pode ser realizada por meio do Superministério da Cidadania, a fim de propagar a importância da cultura indígena tanto para o cuidado com os recursos naturais quanto para a sociedade. Com tal ação, espera-se que o pensamento  machadiano seja alterado.