A importância de valorizar a população indígena
Enviada em 24/07/2020
Durante os séculos XVI a XVIII, o Brasil sob invasão portuguesa perseguiu, escravizou e matou milhares de indígenas nativos do território brasileiro em função da colonização europeia. Dessa maneira, é imprescindível a importância de valorizar essa população que se tornou símbolo de resistência contra a escravidão. Em vista disso, observa-se que a existência de aldeias e reservas indígenas hodiernamente são de indubitável relevância para a preservação da identidade brasileira. Portanto, não há dúvidas de que a história da população nativa é de luta e resistência não só contra a escravatura, mas contra os latifundiários e garimpeiros que colocam a vida dessas populações mais fragilizadas em risco.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que os conhecimentos de agricultura dos índios foram utilizados como fonte de muita riqueza para Portugal e sua produção de matéria-prima. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do escritor Darcy Ribeiro, no qual ele acentua que o Brasil, como último país a acabar com a escravidão, tem uma perversidade intrínseca em sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade. Assim, é necessário reconhecer o valor dos indígenas como grupos que resistiram ao trabalho escravo durante séculos, e resistem contra uma sociedade que ainda carrega vestígios-sócio históricos da desvalorização da identidade brasileira. Em suma, é necessário validar a importância histórica, cultural e social que as etnias nativas representam para o Brasil.
Em segundo lugar, vale salientar que a demarcação de terras indígenas são pilares para a preservação e a sobrevivência dessas comunidades. No entanto, entidades governamentais promovem a criação de leis que fomentam o desmatamento e a invasão de aldeias indígenas. Diante disso, foi colocada em pauta para votação a MP 910, a medida provisória que visa a regularização das ocupações indecentes na Amazônia. Em síntese, as aldeias indígenas que vivem no território amazônico poderão sofrer não só com o garimpo, mas com o desmatamento devidamente regulamentado pelo governo brasileiro, o que ameaça a moradia e a sobrevivência desses grupos.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Assim, é de responsabilidade governamental a implementação de leis para demarcar terras indígenas, juntamente com a criação de projetos sociais a fim de preservar a existência dessas populações. Nesse cenário, cabe ao Ministério da Educação promoverem a inclusão do estudo da história da indígena e da escravidão, por meio de aulas regulares, a fim de construir uma sociedade que valoriza a importância cultural. Somente assim, haverá um caminho traçado para a valorização da identidade brasileira.