A importância de valorizar a população indígena

Enviada em 14/05/2021

A primeira geração do periódo Romantismo foi marcada pela glorificação do índio. O autor José de Alencar, é um dos maiores autores do indianismo, na sua obra “O Guarani” a natureza brasileira é exaltada e nela vive um super-herói, o índio. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta dessa exaltação do índio na atual sociedade brasileira e o esteriótipo sobre essa população.

Em primeira lugar, é importante destacar a falta da exaltação dos povos indígenas. A obra do escritor Lima Barreto, “Triste fim de Policarpo Quaresma”, refletiu a sociedade como antipatriota; visto que, Policarpo ao sugerir na Assembleia Legislativa a adoção da língua tupi-guarani como oficial e a adoção de hábitos indígenas, virou alvo de chacota. Fora da ficção, o sentimentalismo exagerado de Quaresma é infrequente. Logo, muitas vezes os indígenas são tratados como seres do passado histórico do Brasil, ficando sempre à margem.

Ademais, vale destacar o modelo de imagem errado atribuído à população indígena. A lei 11.645/08 determina a obrigatoriedade do ensino a história e cultural indígena brasileira na educação básica; porém, muitas vezes, a temática só é lembrada no dia 19 de abril. Quando ensinada na área educacional, é realizada de maneira preconceituosa; posto que, é usado a etnia indígena como fantasia, reforçando a ideia errônea e genérica de que indígenas são todos iguais.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessários a adoção de medidas que venham valorizar a população indígena. Logo, cabe ao Ministério da Educação promover, por meio de projetos e aulas temáticas em instituições educacionais, o incentivo à cultura indígena e desfazer os esteriótipos postos a essa população.  Somente assim, iremos recuperar o sentimentalismo visto na primeira geração do Romantismo.