A importância de valorizar a população indígena
Enviada em 20/03/2022
De acordo com a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, observa-se a mesma condição no que concerne ao problema da situação da população indígena na sociedade, que segue sem a devida valorização. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave impasse, em virtude da omissão governamental e do preconceito.
Nesse panorama, é válido ressaltar que a negligência governamental é uma causa latente da problemática. Assim, segundo o artigo 231 da Constituição federal de 1988, garante-se que os índios e sua organização social, bem como costumes, línguas, crenças e tradições devem ser reconhecidos e suas terras protegidas e demarcadas pela União. Sob tal ótica, o Estado não promove ações que cumpram e regulamentem os direitos previstos na Constituição, corroborando com a perda paulatina das reservas e patrimônios culturais dos povos nativos.
Além disso, outro fator que agrava o entrave é o preconceito contra a população indígena. Dessa maneira, segundo São Tomás de Aquino: “Todos os indivíduos de uma sociedade possuem os mesmos direitos e deveres”. No entanto, o pensamento do teólogo não é uma realidade na população do país, visto que a disseminação de preconceito contra a população de nativos é uma atitude vigente na sociedade brasileira. Nesse viés, constata-se a necessidade de medidas que regulem o comportamento humano e estimulem o bom convívio em uma comunidade sem repugnância.
Portanto, urge que o Ministério da Tecnologia, em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) promova campanhas de conscientização que revelem a importância da valorização da população indígena na sociedade brasileira. Tal ação deve ser realizada através das redes sociais e canais de televisão referenciados, com o fito de fomentar destaque aos povos nativos e sua cultura. Espera-se que assim, o preconceito e a omissão governamental diminuam. Desse modo, será possível consolidar um Brasil justo e inclusivo.